Investimentos

É desta que torna a sua casa mais sustentável?

7 min

Há muitas razões para investirmos em casas sustentáveis e eficientes. E felizmente também há apoios que continuam disponíveis. Veja o que mudou no Programa de Apoio a Edifícios + Sustentáveis e no Vale Eficiência.

Data de publicação 2022 M02 7

A maioria das pessoas sonha em comprar casa para a vida. Mas uma habitação não se faz apenas de paredes sólidas e divisões espaçosas. Uma casa sustentável é mais eficiente, inteligente e ecológica, ajuda a poupar o ambiente e também a nossa carteira. A preocupação com a sustentabilidade ambiental está cada vez mais presente em Portugal e noutros países, pelo que existem diversos apoios públicos e incentivos para tornar as casas sustentáveis, alguns até com maior distribuição de dinheiro em 2022. E mesmo que fiquem fora do âmbito dos apoios existentes, há outras soluções que reforçam a sustentabilidade em casa e justificam o investimento.

Apoio reforçado para casas sustentáveis

A segunda fase do Programa de Apoio a Edifícios + Sustentáveis devia ter terminado a 30 de novembro de 2021. No entanto, o sucesso da iniciativa inscrita pelo Governo no Plano de Recuperação e Resiliência leva a que se prolongue até 31 de março. O valor global do sistema de incentivos gerido pelo Fundo Ambiental também já subiu, primeiro de 30 milhões de euros para 45 milhões, e ainda mais recentemente para 60 milhões de euros.

Todos os proprietários de habitações ou de prédios podem candidatar-se à comparticipação (até 85%) de investimentos feitos na melhoria da sustentabilidade de casas ou edifícios. Há seis tipologias disponíveis, cada uma com os máximos de apoio bem definidos:

  • Substituição de janelas não eficientes por janelas eficientes, de classe energética igual a A+ - com o limite de 1.500 euros e taxa de comparticipação de 85%.
  • Aplicação ou substituição de isolamento térmico em coberturas, paredes ou pavimentos - com ou sem recurso a materiais ecológicos ou reciclados -, e substituição de portas de entrada. O limite é de 3.000 euros para coberturas e pavimentos, 4.500 euros para paredes e 750 euros para portas. A comparticipação é de 85% no caso de ecomateriais e 65% caso não o sejam.
  • Sistemas de aquecimento e/ou arrefecimento ambiente e/ou águas quentes sanitárias de origem renovável, de classe energética A+ ou superior. Limite de 2.500 euros para bombas de calor e sistemas solares térmicos e de 1.500 euros para caldeiras e recuperadores a biomassa. A taxa de comparticipação é de 85%.
  • Instalação de painéis fotovoltaicos e outros equipamentos de produção de energia renovável para autoconsumo, com ou sem armazenamento - com o limite de 2.500 euros e comparticipação de 85%.
  • Intervenções que visem a eficiência hídrica - com o limite de 750 euros para a substituição de dispositivos de uso de água por outros mais eficientes, 200 euros para a instalação de soluções inteligentes que permitam a monitorização e controlo do consumo da água e 1.500 euros para sistemas de aproveitamento de águas pluviais. Tudo com uma taxa de comparticipação de 85%.
  • Intervenções para incorporação de soluções de arquitetura bioclimática, como sombreamentos, estufas e coberturas ou fachadas verdes, com recurso a materiais naturais - com limite de 3.000 euros e taxa de comparticipação a 85%.

A principal novidade é a possibilidade de introduzir despesas de isolamento térmico mesmo que os materiais não sejam sustentáveis, pois o resultado será sempre positivo. Só a comparticipação pelo Fundo Ambiental é que baixa de 85% para 65%. No total, o dono de uma casa pode receber no máximo 7.500 euros de comparticipação, que sobem para 15.000 euros no caso do proprietário de um edifício.

Crédito pessoal como solução para avançar investimento

Apesar da comparticipação até 85% - e de o apoio poder ser pedido para investimentos feitos seis meses ou mesmo um ano antes, desde que haja faturas para os comprovar -, é sempre necessário fazer as intervenções e pagá-las antes de se fazer a candidatura ao Programa de Apoio a Edifícios + Sustentáveis. Isso leva a que os proprietários, muitas vezes a suportar os pesados encargos de comprar casa, tenham ainda de garantir uma verba, frequentemente elevada, para as obras. Uma solução pode ser a contratação de um crédito pessoal para garantir o investimento. Principalmente quando há burocracias e prazos a cumprir para a candidatura aos apoios públicos.

Na Cofidis, por exemplo, consegue uma adesão rápida ao Crédito Pessoal, totalmente online. Não precisa de pagar comissão de abertura, escolhe o prazo e fica a saber quanto vai pagar por mês e a taxa, sem surpresas. Num crédito pessoal de 10.000 euros para instalar painéis solares e uma bomba de calor, por exemplo, fica a pagar apenas 162,20 euros em cada uma das 84 mensalidades, com uma TAEG de 10,3%, uma TAN de 8,90% e um MTIC de 13.800,80 euros.

Vale Eficiência para as famílias mais vulneráveis

A pobreza energética, a dificuldade de, além de comprar casa, mantê-la quente no inverno e fresca no verão, é um dos principais problemas das habitações em Portugal, principalmente nas famílias de menores rendimentos, que têm maiores dificuldades em avançar com investimentos. Para contrariar a tendência, o Governo prometeu distribuir 100 mil vales eficiência a famílias economicamente vulneráveis até 2025, 20 mil logo no arranque da iniciativa.

Como não foi atingido o limite de cheques de 1.300 euros (mais IVA) para o primeiro ano, em 2022 as candidaturas continuam abertas até que a meta de 20 mil seja atingida. Tal como no Programa de Apoio a Edifícios + Sustentáveis, as candidaturas ao Vale Eficiência são feitas após registo no site do Fundo Ambiental, e destinam-se a que as famílias possam “investir na melhoria do conforto térmico da sua habitação, quer por via da realização de intervenções na envolvente, quer pela substituição ou aquisição de equipamentos e soluções energeticamente eficientes”. Isolamento, sistemas de climatização ou de aquecimento de águas e painéis solares ou outros equipamentos de energias renováveis são as principais despesas que dão direito ao apoio.

Os principais requisitos para aceder ao Vale Eficiência passam por:

  • Não ter dívidas à Segurança Social ou à Autoridade Tributária e Aduaneira;
  • Ser beneficiário da Tarifa Social de Energia Elétrica (o que serve desde logo de indicador das dificuldades económicas);
  • Ser proprietário e residente permanente na casa para a qual se candidata ao Vale Eficiência;
  • A habitação permanente não ser habitação social;
  • Residir em Portugal Continental.

A grande vantagem do Vale Eficiência é não ter de avançar com o investimento, sabendo no entanto que, caso a candidatura seja aprovada, o cheque tem um valor de 1.300 euros (mais IVA). O site do Fundo Ambiental disponibiliza um guia, que pode consultar aqui, com todas as orientações relativas aos vales e candidaturas aos mesmos.

Casas inteligentes, casas sustentáveis

Se está a apostar numa casa eficiente, aposte também em eletrodomésticos eficientes. Provavelmente tem um qualquer eletrodoméstico que funciona todos os dias e que ‘nunca deu problemas’. Aumentar a longevidade dos equipamentos que usamos pode ser positivo em termos de desperdício, mas será que aquele frigorífico ou máquina de lavar é eficiente? Aparelhos eletrodomésticos antigos podem ter um consumo de eletricidade, de gás ou de água muito superior aos mais recentes, pelo que evitar trocar é muitas vezes uma poupança apenas aparente. Principalmente quando se trata de equipamentos que estão sempre ligados ou que usamos quase diariamente.

Invista em eletrodomésticos com grande eficiência energética para reforçar a sustentabilidade em sua casa. Frigoríficos, arcas congeladoras, máquinas de lavar ou secar roupa, microondas e equipamentos de ar condicionado são alguns dos maiores consumidores de energia em casa. É para estes que deve olhar com mais atenção para avaliar a despesa energética que representam. Por outro lado, a eletricidade é o futuro, pelo que pode decidir eletrificar toda a sua casa, substituindo fogão, forno, esquentador ou aquecimento a gás. Uma ‘casa elétrica’ é mais simples de gerir e até mais segura, uma vez que não envolve ‘chamas’ ou tubagens de gás em várias paredes.

As casas inteligentes melhoram a eficiência energética e até nos ensinam a poupar, ao ‘mostrarem’ quais as rotinas que podemos alterar. Os eletrodomésticos modernos e inteligentes - associados a sistemas de domótica - também permitem gerir com mais detalhe e interligação o seu funcionamento. Mesmo antes de chegar a casa pode estar já a ligar a climatização e a abrir ou fechar cortinas, bem como a confirmar que tudo está seguro através do smartphone.

 

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