COVID-19

Covid-19: como ser solidário em tempos de pandemia

5 min

É nos tempos mais difíceis que podemos - e devemos - revelar o melhor de nós. Saiba como pode fazer a sua parte.

O vírus é altamente contagioso. E a solidariedade também. Que tal espalhar sorrisos, energia, boa-disposição e ajuda aos que mais precisam? Damos-lhe algumas dicas.

  1. Comece pelo local onde vive

Quantas vezes passou pelos seus vizinhos sem trocar mais do que um “bom dia” ou “boa tarde”? Sabe como se chamam? Que necessidades têm? Se precisam de algum tipo de apoio? Então, comece por aí. Ligue aos seus vizinhos, toque à campainha, deixe um bilhete à entrada com o seu contacto a oferecer ajuda a quem precisar. Gestos tão simples quanto ir ao supermercado ou à farmácia podem fazer toda a diferença na vida de alguém, sobretudo, neste momento que o país e o mundo atravessam.

2. Junte-se a uma rede de apoio

Se quiser fazer mais ou ir mais longe, dentro das suas possibilidades, pode juntar-se a um movimento ou fazer parte de uma rede de solidariedade mais alargada. Alguns projetos surgiram recentemente, a propósito da pandemia que atravessamos:

  • SOS Vizinho: é uma rede de apoio a grupos de risco. O projeto surgiu online e foi lançado em 48 horas. Já reúne mais de uma centena de especialistas de várias áreas e zonas do país.
  • Vizinho Amigo: identificam-se como “um grupo de jovens com energia prontos a ajudar as pessoas que mais precisam”. O movimento nasceu nas redes sociais, em particular, no Instagram e conta com o apoio de organismos públicos, nomeadamente, juntas de freguesia, sobretudo na zona da Grande Lisboa.
  • Quero Ajudar: é uma aplicação portuguesa de entreajuda comunitária. Os voluntários podem desempenhar tarefas como ir à farmácia, ao supermercado, tomar conta de crianças, passear animais de estimação ou dar apoio psicológico. Também é possível ajudar profissionais de saúde através da doação de refeições ou produtos. 
  • Acolhe um Herói: Muitos profissionais de saúde saíram das próprias casas com receio de serem infetados e transmitirem o vírus à família ou pessoas com quem partilham o espaço. Se tem uma casa vazia e vontade de ajudar, pode cedê-la aos que estão à procura de um sítio para dormir.
  • #FaroEmCasa: é um sistema de entregas ao domicílio de bens alimentares não confeccionados e produtos farmacêuticos aos residentes no concelho de Faro. Os supermercados, talhos, mercearias, frutarias, farmácias e outros comerciantes que queiram aderir só têm de preencher um formulário no site da Câmara Municipal de Faro. A iniciativa é da autarquia em parceria com a Cooperativa Rádio-Táxis de Faro (Rotaxi) e a Associação do Comércio e dos Serviços da Região do Algarve (ACRAL). 

3. Dê ajuda especializada

  • Biólogos: Tendo em conta o número crescente de casos de coronavírus e o facto de muitos profissionais estarem sem trabalho, devido às medidas de contingência, a Ordem dos Biólogos criou uma bolsa de voluntários para ajudarem a fazer testes de diagnóstico nos laboratórios. Para ajudar, basta ir ao site da Ordem e preencher um formulário. 
  • Cientistas e investigadores: O Crowdfight Covid-19 é uma iniciativa da comunidade científica internacional que procura reunir esforços no combate à pandemia. Para isso, procuram investigadores altamente qualificados, de todas as áreas, que possam dar o seu contributo, de forma voluntária. Se tem estas competências e quer ajudar, veja aqui como pode inscrever-se.
  • Tecnologia: O #tech4COVID19 é um movimento nacional que reúne mais de 4 mil pessoas, entre engenheiros, cientistas, designers, marketeers, profissionais de saúde, entre muitos outros. Quanto aos projetos em curso encontra áreas como apoio a profissionais de saúde, educação, compras, etc. Se quiser juntar-se a este movimento, só tem de entrar no site e clicar no botão “junta-te”. 
  • Veterinários: A plataforma Vizinho & Cãopanhia nasceu da iniciativa de um grupo de alunos de Medicina Veterinária que “adora patudos” e quis arranjar uma solução para assegurar os passeios de animais de pessoas mais velhas ou vulneráveis, que precisam de ficar em casa devido à pandemia de covid-19. Para ajudar, o projeto impõe como condição ser aluno de Medicina Veterinária ou Enfermagem Veterinária, entre outros requisitos necessários no actual contexto para prevenir comportamentos de risco. Para ser voluntário, só tem de confirmar se cumpre com tudo o que é necessário, preencher um formulário e um termo de responsabilidade.

4. Faça companhia mesmo à distância

  • Quarentinechat: Para combater o isolamento social, dois jovens criaram um projeto que permite juntar duas pessoas, ao acaso, em qualquer parte do mundo, numa chamada telefónica. Para participar, basta colocar o seu número de telefone, escolher as preferências (país e língua) e esperar que o telefone toque. O seu número não é fornecido a ninguém e, na identificação da chamada, vai aparecer apenas o nome do projeto e o nome de utilizador que escolher. Se estiver ocupado, não é obrigado a atender. A chamada passa, automaticamente, para outra pessoa. E pode falar sobre o que quiser - todas as conversas são encriptadas. 

5. Divirta-se enquanto ajuda

  • Mission to Escape: Se é um aventureiro, mas não quer sair do sofá, pode ajudar enquanto se diverte. A Mission to Escape fechou os espaços físicos, devido às medidas do estado de emergência, e lançou jogos em formato digital. O primeiro é inspirado na série Prison Break e o objetivo é fugir da Penitenciária Estadual mais segura dos EUA. Para além da versão gratuita, vai existir uma versão paga, mais alargada, e parte do valor reverte para os hospitais portugueses. 

Esta é uma altura em que todos estamos mais isolados devido à pandemia e por razões de segurança. As autoridades de saúde têm repetido: ficar em casa pode salvar vidas. Mas lembre-se: a distância que se impõe é social, não tem de ser afetiva. Ajudar os outros também pode ajudá-lo a si.

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