Dinheiro

Tudo o que precisa de saber se quer vender ouro ou joias

6 min

Se está a pensar vender algumas peças de ouro, prata ou joias, não se precipite. Siga as nossas sugestões e descubra como fazer o melhor negócio possível.

Data de publicação 2021 M01 11

O ouro, a prata e as joias são normalmente um investimento seguro. Mesmo que o seu preço esteja sujeito a flutuações, garantem um valor alto para o tamanho ou peso que normalmente têm, podendo ser usadas ou simplesmente guardadas como uma poupança ou como fundo de maneio para uma situação mais complicada. 

Mas como em tudo na vida, o melhor mesmo é dedicar algum tempo antes de avançar para a venda, para garantir o melhor valor possível. Há até truques que pode antecipar, principalmente se tiver mais do que uma peça, para não ser surpreendido na altura de vender. 

Conheça bem as suas peças

Seja um simples anel que herdou ou um elaborado artigo de joalharia, faça a sua própria análise às peças que tem, que pode até separar por grupos. Na altura de as levar para vender, se tiver o ‘trabalho de casa’ feito, talvez consiga uma melhor avaliação. Se não conhecer bem a origem e materiais de cada joia, procure marcas de contrastaria e tente identificar bem as pedras, caso existam. O estado geral - riscos, quebras - principalmente nas pedras e pérolas, pode afetar e muito o seu valor. E não esquecer o peso. Uma balança digital com alguma precisão também ajuda a saber o peso, para dar uma ideia de valores.

Se tiver dúvidas sobre a autenticidade do material - ou da sua pureza, uma vez que tanto o ouro como a prata têm habitualmente percentagens mais ou menos elevadas de outros materiais -, pode realizar um teste simples. Ambos os metais preciosos são não-magnéticos, o que significa que não devem ficar ‘agarrados’ a um íman. Se forem muito atraídos, é sinal que há menos quilates de ouro ou graus de pureza de prata, o que diminui bastante o valor.

Sabia que o ouro pode ter várias tonalidades com o mesmo grau de pureza? Além de amarelo ou branco, pode ser rosa, vermelho, verde ou preto, dependendo dos outros metais adicionados.

Acompanhe as cotações

O valor dos metais preciosos parece-nos sempre alto, principalmente se as peças que queremos vender não foram um investimento nosso, o que retira a preocupação com o retorno. Ainda assim, vale a pena lembrar que o preço do ouro ou da prata nos mercados internacionais pode ter grandes flutuações, em função de crises económicas, alterações cambiais e da própria oferta e procura. Isto é mais importante ainda porque, a não ser que tenha uma pequena barra pronta a derreter, o valor oferecido por uma peça pode ficar longe da cotação oficial para o seu peso. Importa escolher, na medida do possível, o melhor momento para vender.

Existem vários simuladores online para ajudar, como este da empresa New Greenfil, que apresenta o valor por grama para ouro, prata, platina ou paládio, em função do grau de pureza. A DECO também tem um simulador que, apesar de apresentar apenas os preços do ouro, de 9 até 24 quilates, permite ver com detalhe as cotações nos últimos cinco dias, num mês, seis meses, um ano, ou cinco anos. Consegue assim ver a tendência mais ou menos recente para decidir se vai arriscar esperar ou aproveitar já.

Peça valores por telefone

Se acha que já ‘estudou’ bastante os artigos e tem alguma certeza sobre a sua qualidade, ligue para algumas joalharias ou lojas especializadas a perguntar quanto estão a oferecer. Mesmo que não tenha interesse em vender já, se conhecer a cotação daquele dia pode ter uma ideia da redução que aplicam ao valor oficial. Pergunte também se estão a dar-lhe o valor final ou se ainda falta deduzir alguma taxa.

Desta forma, ao pesquisar contactos já estará possivelmente a encontrar outras informações na internet que lhe podem dar mais ou menos confiança em relação a determinada loja. Ponha de lado, por exemplo, quem não lhe quiser apresentar um valor por grama - mesmo sabendo que será sempre uma estimativa e dependerá de outros fatores. 

Não se esqueça do valor artístico ou histórico

Há peças que, por mais elaboradas que sejam, têm apenas o valor do metal precioso. Mas também há joias que ‘valem mais do que o seu peso em ouro’. Joias antigas de marcas conhecidas (Tiffany, Bvlgari, Cartier) têm sempre uma grande procura, o que sobe o preço. Artigos de um determinado designer/coleção; com marcas de contrastaria antigas e/ou com uma grande história; com diferentes pedras preciosas ou até de marcas que já não existem também podem valer mais dinheiro.

Portanto, principalmente no caso de joias que tenha herdado, pode compensar pedir uma ou várias avaliações a negociantes especializados em antiguidades. As empresas leiloeiras também têm normalmente serviços de avaliação, que ajudam a dar uma ideia de valores para peças com interesse histórico ou artístico. Caso a peça que tem seja de facto uma raridade, um leilão de joias pode ser igualmente uma forma segura de a vender, mesmo tendo de pagar uma taxa à empresa leiloeira.

Joias mais antigas podem valer muito mais do que a soma do ouro, prata ou pedras que contenham. Se tem uma peça fora do comum passada de geração em geração, leve-a a um antiquário especializado ou uma leiloeira para avaliar.

Evite lojas de penhores e nunca envie peças pelo correio

Caso pretenda pedir valores pessoalmente, tenha também em atenção as lojas onde o vai fazer, informe-se antes, para evitar o risco de não receber um valor verdadeiramente justo para o que está a vender. Lojas de penhores não são os melhores locais para vender ouro ou joias, pois vão concentrar-se essencialmente no peso do artigo e podem não fazer a avaliação mais correta da pureza. Lojas de compra e venda de ouro também vão tentar baixar ao máximo o valor que oferecem, uma vez que o foco do seu negócio estará na margem de lucro entre a compra e a posterior venda.

As joalharias são uma boa opção, e normalmente os locais mais fáceis de encontrar perto de casa. Como também provavelmente vão vender as peças depois para serem derretidas, querem igualmente assegurar a sua margem de lucro, mas conhecem bem o valor de todos os componentes, seja o metal, pedras preciosas ou pérolas. Pode também procurar uma empresa que faça a fundição de metais preciosos ou uma joalharia que tenha essa valência. Reduzindo intermediários consegue chegar a um valor mais aproximado da cotação oficial do ouro ou da prata.

Evite acima de tudo empresas que façam uma avaliação por email, com recurso a fotografias, ou que lhe peçam para enviar as peças pelo correio. Por mais vantajoso que o negócio pareça ser, corre sérios riscos de ser burlado ou pelo menos enganado no real valor daquilo que tem. Mesmo deixar peças numa loja para avaliação de um dia para outro é uma decisão arriscada.

Tempo, pesquisa, muito cuidado e algumas capacidades de negociação acabam por ser as principais regras para uma venda ponderada, segura e pelo valor certo. 

Se quer saber mais sobre a composição do ouro, tire aqui todas as dúvidas sobre os quilates ou o toque. E como as joias passam muitas vezes de geração em geração, conheça os passos para descobrir todos os bens e partilhar uma herança.

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