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Seguro da bicicleta. Deve fazer?

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A utilização de bicicletas está a aumentar. Tal como os acidentes que envolvem estes veículos. Saiba se deve fazer um seguro.

Como meio de transporte nas deslocações diárias para o emprego ou enquanto "ferramenta" de lazer ou destinada a manter uma boa forma física, as bicicletas estão a tomar cada vez mais espaço nas vias públicas. Há vantagens ambientais a contabilizar, mas também há riscos na utilização deste veículo. Para quem os conduz e para os restantes utilizadores das ruas e estradas. Sinal disto, é o facto de os acidentes que envolvem bicicletas estarem a aumentar.

É por estas razões que tem sido crescente a discussão sobre a necessidade, ou não, de os ciclistas fazerem seguros que cubram os riscos decorrentes do uso dos seus veículos. Há quem defenda, inclusivamente, que o maior recurso à bicicletas deveria ser encarado pelos legisladores como uma preocupação que justificaria a obrigatoriedade do seguro. 

É o caso do presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa, José Manuel Trigoso: “Os ciclistas andam na estrada, podem andar no meio dos veículos, podem ter comportamentos que deem origem a acidentes e, por isso, faz todo o sentido que, em defesa deles próprios e dos outros, exista uma obrigatoriedade de seguro, pelo menos para terceiros, de responsabilidade civil". No entanto, para já, o seguro não é obrigatório.

Posto isto, trata-se de uma questão opcional para os ciclistas, que fica dependente do critério de cada um. Se estiver a ponderar contratar uma apólice, deve saber que existem diferentes tipos de seguro, de acordo com as coberturas que garantem: acidentes pessoais, responsabilidade civil e de transporte. O primeiro não cobre danos na bicicleta, mas protege os segurados em caso de acidente, nomeadamente no que respeita cuidados médicos que se mostrem necessários. 

Na segunda categoria, a cobertura abrange os danos causados a terceiros, trate-se de danos causados a pessoas e a outros veículos, por exemplo. No terceiro caso, o seguro envolve despesas que tenham origem na queda da bicicleta do automóvel em que é transportada ou o respetivo roubo durante o transporte, riscos que podem já estar assegurados pelo seguro autmóvel, situação que convém ser verificada, pois pode evitar despesas desnecessárias.De forma semelhante, também o seguro multirriscos da casa pode abranger o roubo ou danos causados no velocípede quando este se encontra guardado na habitação.

Quanto a preços, variam, de acordo com a oferta existente no mercado, pelo que uma consulta junto das companhias de seguros é essencial para ajudar a tomar uma decisão. Pode esperar prémios de seguro na casa dos 40 euros anuais, no caso de danos provocados a terceiros, com a possibilidade de incluir danos próprios, isto é, aqueles que são sofridos pelo próprio condutor da bicicleta. As federações portuguesas de cicloturismo e de ciclismo também têm ofertas, desde que esteja inscrito nestas entidades.

Consulte estes exemplos para ficar com uma ideia daquilo que está disponível no mercado segurador:

Lusitania

Mapfre

Pacto Seguro

Liberty

Federação Portuguesa de Ciclismo

Fidelidade

Federação Portuguesa de Cicloturismo

Texto corrigido às 15h53 de 17 de julho de 2015, na parte que referia ser obrigatório o seguro para bicicletas com motor elétrico, informação que estava incorreta.