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Santos Populares: Como organizar um arraial caseiro

7 min

Estava a sonhar com as festas dos Santos Populares e por causa da pandemia acha que os planos foram por água abaixo? Não desanime. Veja as nossas sugestões: organize um arraial divertido e em conta.

As celebrações dos santos populares são tradicionais um pouco por todo o país. Este ano, por causa da pandemia de Covid-19, todas as festas foram canceladas. Mas isso não significa que não pode comemorar. Tome nota do que pode (e não pode) fazer e prepare-se para celebrar a valer e em segurança.

Vão existir arraiais?

Não. Ou, pelo menos, não é suposto que sejam realizados por razões de segurança. Vai até existir fiscalização durante os dias de festa e uma ação de sensibilização por parte da PSP. Mas não desanime. Continue a ler e inspire-se para fazer o seu próprio arraial caseiro.

O que acontece às tradicionais festas populares?

As festas populares, do Santo António, em Lisboa, e do São João, no Porto e Vila Nova de Gaia, foram canceladas pelas respetivas autarquias. Em Lisboa, a Câmara Municipal e a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural - informaram, em comunicado, que o tema das marchas populares deste ano - “Amália Rodrigues” - transita para 2021, assim como as candidaturas aos tradicionais casamentos de Santo António. Se ia participar nas marchas ou casar, pode sempre tentar ver pela positiva: no próximo ano, tem menos trabalho.

Então, quer dizer que, em 2020, não posso celebrar os Santos Populares?

Claro que pode. Serão celebrações diferentes, mas existem alternativas e, com imaginação e boa-disposição, poderá ser uma festa memorável, pelos melhores motivos. Se dançar “toda a noite” já faz parte do seu imaginário popular, há uma boa notícia para si. Toy vai fazer um arraial digital no dia 13 de junho, a partir do LAV - Lisboa ao Vivo - sem público, mas com transmissão em direto através da plataforma Gigs em Casa. Cada bilhete custa 2 euros.

Que outras tradições se mantêm?

A tradição dos Tronos de Santo António também se adaptou à pandemia. Este ano, em vez da tradicional exposição de rua, assume a forma de um concurso e de uma exposição digital e abriu a participação a todos os portugueses, em vez de apenas aos lisboetas, como era habitual. Outra novidade na edição de 2020 é a atribuição de um prémio, em dinheiro, aos três vencedores do concurso: 500 euros cada. A 13 de junho, dia de Santo António, pode ver todos os tronos e os vencedores na exposição online através das plataformas digitais do Museu de Lisboa, Cultura na Rua e EGEAC

A Igreja de Santo António de Lisboa tem um programa de celebrações e atividades, que pode ser consultado no site ou na página de Facebook. Quem não puder ou quiser deslocar-se presencialmente, pode assistir , em direto, através do canal da Igreja. O “pão de Santo António” - um pão benzido, que, segundo a tradição, deve ser guardado durante um ano para que a família não passe fome - também pode ser pedido por e-mail, ou através do site, e recebido em casa, pelo correio.

O concurso Sardinhas Festas de Lisboa 2020 também se realizou “em regime de quarentena” e elegeu “sete magníficas” de um total de 3639 candidaturas oriundas de 53 países. Este ano, três sardinhas recebem também menções honrosas atribuídas através de uma votação online do público na página das Festas de Lisboa. Pode ver as sardinhas que venceram o 10º Concurso Sardinhas Festas de Lisboa aqui.

Falando em sardinhas, este ano, podem-se comer?

Pode, claro. A boa notícia é que, à saída da lota, está mais barata: é vendida entre 70 cêntimos e um euro e meio o quilo. Apesar da pesca da sardinha estar autorizada apenas durante dois meses, a baixa procura, por causa da pandemia, levou à queda do preço. A má notícia é que, para o consumidor final, nos supermercados, por exemplo, fica mais cara: cerca de oito euros o quilo. No ano passado, chegou a custar 11 euros. No entanto, como diz o povo, dias não são dias e, se gosta de uma bela sardinhada, aproveite que daqui a pouco já não há.

Agora que já sabe as regras, o melhor mesmo é organizar um arraial caseiro. É seguro, fica mais barato e, provavelmente, ainda come melhor. A festa faz-se na mesma, haja música e boa-disposição.

1) Junte um grupo pequeno e, de preferência, em família

Comece por definir um dia para o arraial e faça os convites. Tendo em conta o atual contexto da pandemia, lembre-se que ainda há restrições em relação a reunir grandes grupos. Com a terceira fase de desconfinamento já é possível juntar até 20 pessoas, exceto em Lisboa, onde só pode reunir 10. Idealmente, segundo as autoridades de saúde, o melhor é restringir os contactos à família e pessoas mais próximas. Faça a sua lista mais ou menos restrita e explique às pessoas que terão de manter alguns cuidados. Tenha também em consideração o espaço disponível e descida o número de convidados em função disso.

2) Inove na decoração

Outro aspeto no qual pode pensar é na decoração. Os enfeites em papel colorido são rápidos e fáceis de fazer e não precisa de comprar material especial. Reutilize revistas e/ou jornais antigos para cortar triângulos que, depois, pode colar num fio para pendurar. Pode, também, inspirar-se em vários tutoriais que estão disponíveis na internet e que explicam como fazer figuras de papel recortado. Outro clássico em termos de decoração é o recurso a balões. Não se esqueça das tradicionais toalhas de quadrados, que podem ser feitas recorrendo a restos de tecido cortados em quadrados e cosidos uns aos outros. E, claro, se tiver oportunidade, os manjericos dão um toque ainda mais típico.

3) Faça uma ementa ao nível dos Santos

Em relação à ementa, uma receita de sucesso está em não se afastar muito dos típicos grelhados de carne ou peixe. Se quiser inovar, pode também apostar em colocar legumes na grelha. Aposte em beringelas e courgetes às rodelas finas e não esqueça os tradicionais pimentos. Com o tempo fresco, uma salada também é uma boa aposta.

Em termos de bebidas, uma forma mais económica é apostar numa sangria caseira. Pode inspirar-se em várias receitas disponíveis na internet. Quando falar com os seus convidados, explique-lhes que o objetivo é dividir os custos. Decida quem leva o quê em relação à comida, bebida e uma ou outra sobremesa.

4) Faça uma playlist digna de um bailarico

Todas as festas populares têm músicas que se tornaram típicas dos bailaricos e que, só de as ouvir, dá vontade de dançar. “A Garagem da Vizinha”, do Quim Barreiros; “Coração não tem idade” do Toy; “O Ritmo do Amor” do Emanuel; “O Pai da Criança”, dos Chave d’Ouro; o tradicional “Cheira a Lisboa” de Amália Rodrigues ou “Amanhã de Manhã” das Doce. Se não quiser ter o trabalho de construir uma playlist de raíz, basta pesquisar no Youtube e encontra várias opções.

Se não tem espaço para montar arraial ou não quer ter trabalho de acender o fogareiro, algumas empresas estão a fazer entregas em casa para que possa continuar a celebrar as festas em segurança. É o caso da Liz Garden, onde pode encomendar uma Cesta Marcha da Bica, mas tem de pedir com 24 horas de antecedência e apenas em Lisboa. Até 14 de junho, também pode encomendar o kit Santos em Casa, através da Uber Eats onde, na compra de um Pack de cerveja são oferecidos latas de sardinha e artigos alusivos aos Santos Populares.

Ainda pode aproveitar estas atividades...

Apanha esta sardinha’ Em género de caça ao tesouro, as sardinhas que ganharam o concurso deste ano vão ser escondidas em vários sítios da cidade e será no Facebook e Instagram das Festas de Lisboa que, às sextas-feiras, serão dadas pistas para ajudar à pesca destas "sardinhas".

'Varandas à Portuguesa' A marca de temperos Paladin vai distribuir kits com enfeites e bandeiras por vários locais de Lisboa e incentivar a que se faça a festa dos Santos Populares na varanda ou à janela.

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