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Quatro cuidados a ter quando se contrata um seguro de saúde

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Muitos consumidores não confiam em pleno no sistema nacional de saúde. Tempos de espera longos, taxas moderadoras a crescer e falta de especialidades são razões para procurarem soluções privadas.

Para controlarem os custos das despesas, os seguros de saúde são uma solução cada vez mais popular. Em 2013, 3,5% das despesas de saúde foram pagas por seguros privados, enquanto, em 2004, apenas 2,1% tinham sido financiados por este sistema.

Antes de decidir contratar um seguro de saúde, há quatro perguntas que deve responder. Descubra-as.

1. Qual o preço?
O prémio – o preço a pagar pelo seguro – é a principal razão apontada para não contratar um seguro de saúde, de acordo com um inquérito da Entidade Reguladora da Saúde.
Saiba exatamente quanto está disposto a gastar pela proteção da sua família. Em 2013, o prémio anual médio foi de 246 euros por pessoa. No entanto, um casal de 35 anos com um filho de cinco anos pode gastar entre 279 euros e 2.636 euros por ano num plano com hospitalização, ambulatório e estomatologia, de acordo com a Deco Proteste.

2. Quanto vou pagar?
Mesmo tendo seguro de saúde, poderá ter de pagar pelos cuidados de saúde. Regra geral, as companhias de seguros obrigam os seguradores a pagar os primeiros euros. É preciso saber qual a percentagem do reembolso da seguradora (comparticipação), o valor a pagar pelo 
segurado  em  caso  de  sinistro  (franquia)  e  o  valor  concreto  para  cada  despesa  de saúde a  cargo  do  segurado no  ato  médico (copagamento).

3. Qual a cobertura?
É preciso decidir que riscos quer cobrir. Precisa de dentista frequentemente? Quer incluir parto? E saúde mental? As seguradoras têm planos desenhados “a priori”, mas é possível negociar as inclusões e as exclusões. Naturalmente, uma maior cobertura representa uma despesa superior para a família.
As exclusões são a maior razão de insatisfação dos detentores de seguros de saúde, de acordo com a Entidade Reguladora da Saúde.

4. Que médicos e hospitais estão abrangidos?
Normalmente, os seguros estão associados a uma rede de prestadores de cuidados de saúde. Quando os atos médicos são efetuados dentro dessa rede, os custos tendem a ser mais baixos. AdvanceCare, Médis e MultiCare são as  principais entidades administradoras de prestadores convencionados em Portugal. É possível procurar pelo nome do médico ou do estabelecimento nestes portais. Cada uma delas tem mais de 700 estabelecimentos convencionados.

Há muitas seguradoras a propor seguros de saúde aos portugueses. As idades dos segurados, além das inclusões e das exclusões, são o fator mais crítico para decidirem o prémio. Para garantir que não paga em excesso, convém visitar várias companhias. Comece pelas maiores: Fidelidade, Ocidental Seguros, Allianz e Tranquilidade.

Já são mais de dois milhões de portugueses que contam com a cobertura de seguros de saúde. A maioria dos seguros é negociado em grupo. Talvez o seu empregador possa ajudar.