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PSD2: devo dar acesso à minha conta bancária?

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Uma nova diretiva na UE vem mudar definitivamente a sua relação com os bancos. Neste texto, ajudámo-lo a descodificar a informação sobre este assunto.

A PSD2 é a nova Diretiva Europeia de Serviços de Pagamentos e vem revolucionar a forma como nos relacionamos com os bancos e como efetuamos pagamentos no dia a dia. Não está familiarizado com este conceito? Não será o único. Saiba o que é a PSD2 e o que muda para os bancos e para os clientes.

PSD2: O que é?

A PSD2 é a nova Diretiva Europeia dos Serviços de Pagamento. Entrou em vigor a 13 de janeiro e tem o objetivo de criar um mercado único de serviços de pagamentos no mercado europeu.    

O que muda para os bancos?

Explicado de forma simples, a nova Diretiva Europeia dos Serviços de Pagamento vai acabar com o monopólio que as instituições financeiras têm sobre a informação dos clientes e sobre os serviços de pagamento. A PSD2 prevê que os bancos tradicionais sejam obrigados a partilhar as informações bancárias dos clientes com terceiros, como seja fintechs ou outros operadores de mercado concorrentes. Na prática, estas entidades vão poder aceder à conta e dados bancários dos clientes dos bancos e até realizar operações em seu nome, como ordens de pagamento e transferências de fundos, sempre que o cliente autorizar. Numa frase: o cliente passa a ser dono e senhor da sua informação financeira.

Devo dar acesso aos dados bancários?

Os especialistas explicam quais podem ser as vantagens para os clientes.

  1. Informação financeira centralizada A possibilidade de compilar toda a sua informação bancária num só local, num agregador de informação. Imagine o que seria ter as várias contas bancárias, poupanças, cartões de crédito, empréstimos e PPR, toda a informação concentrada num único ecrã do computador. Os especialistas garantem que pode haver vantagens até quando pedir um crédito ao consumo na hora. Tendo a informação financeira agregada, bastará dar autorização para partilhar os dados com a loja onde quer comprar, evitando os recibos de rendimento, comprovativos de rendas ou IRS.  
  2. Acesso a operadores de iniciação de pagamentos Os operadores de iniciação de pagamentos prestam um serviço de pagamento conta a conta. Na prática, isto significa que os clientes vão poder realizar a maior parte das operações através de um intermediário. De cada vez que compra algum produto ou serviço online, com cartão de débito por exemplo, poderá fazer o pagamento diretamente, se estas entidades participarem da chamada ‘banca aberta’, em vez de ter de abrir a conta de homebanking para finalizar a compra.  
  3. Controlo financeiro   Vai haver mais concorrência entre empresas que trabalham com Serviços de Pagamento, que vão querer inovar, especializar-se e oferecer o melhor serviço, ao melhor preço. Com maior concorrência, o cliente acaba por estar numa posição de decisão privilegiada: com a faca e o queijo na mão, como se costuma dizer.

Dar ou não acesso às informações e contas bancárias a empresas, a comerciantes ou redes sociais: eis a questão. Ponderadas as vantagens e os desafios, a decisão é pessoal. Ainda tem tempo para tomar a sua.