Direitos e Deveres

O que não deve fazer num divórcio

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Num processo em que as emoções, por vezes, falam mais alto, conheça alguns aspetos financeiros a que deve dar atenção.

Se está a entrar num processo de divórcio e – felizmente – não tem experiência nesta matéria, saiba que existem alguns comportamentos que deve evitar, se quer proteger-se do ponto de vista financeiro, a si e à sua família.

Não contratar um advogado é um dos erros mais comuns. Mesmo que o casamento tenha terminado de forma amigável e lhe pareça que tudo será resolvido a bem, acredite que um advogado, conhecendo bem a lei, será a opção certa para garantir a proteção dos seus interesses. Contratar um solicitador pode ser também uma importante ajuda, na medida em que este pode ajudar o advogado em tarefas “burocráticas” que dão trabalho e levam tempo e, até mesmo, em alguns casos, fazer o trabalho do advogado. No caso de divórcio por mútuo consentimento, por exemplo, o solicitador pode conduzir todo o processo, garantido que estejam cumpridas todas as formalidades legais, elaborando os indispensáveis acordos para que o divórcio se concretize. 

Da mesma forma, pode importante ter ao seu lado um consultor financeiro, caso o advogado não consiga tratar de todas as questões de dinheiro. O divórcio é um passo complicado em termos emocionais e deve haver alguém com distância a zelar pelos seus interesses, porque é normal que acabe por deixar que as emoções comprometam o desenrolar do processo. Sentimentos como a raiva ou a sensação de alívio podem impedi-lo de tomar as melhores decisões.

Também não deve confiar apenas em documentos e cópias eletrónicas. A qualquer momento, pode deixar de ter acesso a tudo o que são provas digitais. Dê, por isso, privilégio aos documentos em papel, escritos e assinados. Reúna assim que possível todo o tipo de documentos financeiros que lhe digam respeito e, em especial, aqueles que um dia assinou. Garanta que tem consigo todos os papéis relativos a contas bancárias e créditos conjuntos, depósitos a prazo, registos de propriedade, seguros de vida e de saúde.

É óbvio que o dinheiro faz falta a todos, mas não tente arranjar “esquemas”. Proteja-se, mas seja também honesto. Esconder dinheiro, transferindo-o para contas de pessoas próximas, é um exemplo de uma atitude que pode vir a complicar-lhe a vida, mais tarde, em tribunal.

Por último, seja racional. É talvez um dos conselhos mais difíceis de seguir, mas tente deixar de parte os dramas pessoais. Lembre-se sempre que, para a justiça, um documento financeiro assinado por si vale muito mais do que todas as histórias que levaram ao fim do casamento.

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