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O que fazer a presentes que não queremos?

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Devolver, trocar ou voltar a oferecer são as principais opções. Qualquer uma delas será melhor do que fechar para sempre o presente numa gaveta. Concorda?

Nem todos o admitirão, mas certamente uma grande parte das pessoas preferiria receber um cartão presente com um valor para gastar do que a própria prenda. Qual é a sua opinião? É certo que, por um lado, perde-se o lado da surpresa. Mas por outro, acaba por escolher exatamente aquilo que quer ou de que precisa.

Nos últimos aniversários e natais, quantas prendas o surpreenderam e agradaram realmente e quantos agradeceu apenas por uma questão de educação? A verdade é que já aconteceu com todos, vezes sem fim, receber algo que não vai usar. E se assim é, não tem de guardar para sempre esse artigo. Há várias formas de dar a presentes “menos felizes” uma nova oportunidade.

Devolver ou trocar

Regra de ouro: procure e guarde sempre o talão de troca. A maioria das lojas não lhe fará a troca sem este documento. Por vezes, com o entusiasmo ou a confusão do momento, abrimos os presentes, agradecemos (quer tenhamos gostado ou nem por isso), colocamo-los de lado e segue a festa. E o talão de troca acaba por ir parar à reciclagem, com o saco ou o papel de embrulho. Pelo sim, pelo não lembre-se de guardar o talão. E se não gostou do que recebeu, não perca tempo. Consulte os prazos para devolução e/ou troca e vá à loja resolver o assunto. E mesmo que não tenha o talão de troca, tente a sua sorte. Algumas lojas aceitam os artigos de volta sem talão. Mesmo que não devolvam o dinheiro, podem dar-lhe um vale naquele valor para usar na mesma loja.

  • Evite ir à loja na última semana de dezembro

A menos que o prazo para trocas termine até ao final do ano, evite ir às lojas entre o dia 26 de dezembro e o final do ano. Nesse período estarão garantidamente cheias, e os empregados muito atarefados. As filas para o atendimento ao cliente serão grandes e é previsível que tenha de esperar. Além disso, poderá haver menos escolha. Certos artigos ou tamanhos esgotam nos dias que antecedem o natal.

  • Sem peso na consciência

Muitas vezes não trocamos ou devolvemos um presente porque temos medo que a pessoa que o ofereceu descubra e não queremos magoá-la. Regra geral, não há razão para que se sinta angustiado com esta questão. Acha mesmo que aquela tia amorosa, que vê três vezes por ano, vai descobrir se usa aquela echarpe que ela lhe deu no natal? Caso se trate de alguém mais próximo, pode sempre usar um bom argumento para justificar a troca: a peça não lhe ficava bem, o tamanho não servia ou tinha um pequeno defeito. Se tiver à vontade com a pessoa, pode explicar cordialmente a razão pela qual não apreciou. Pode ser que acerte nos presentes seguintes.

Voltar a oferecer

No natal, duas pessoas oferecem-lhe o mesmo livro, aquele que está no top e é um sucesso de vendas. Agradece o primeiro e até começa a lê-lo, mas no dia seguinte fazem-lhe chegar um presente daqueles parentes que vivem longe e é o mesmo livro, sem talão de troca. Ou melhor ainda, uma amiga que foi viajar oferece-lhe um perfume caríssimo comprado no aeroporto. Acontece que não aprecia aquele aroma e não se imagina a usá-lo. O que faz?

Nestas situações, as opiniões dividem-se entre aqueles que não têm qualquer problema em voltar a oferecer aquilo de que lhes foi dado e os que afastam qualquer hipótese de o fazer. Voltar a oferecer um presente que nos foi dado é uma situação delicada. É preciso assegurar que ninguém vai ficar aborrecido. Uma forma de o fazer é sendo honesto. Abra o jogo explicando que foi algo que recebeu, mas por qualquer razão não lhe serviu, e que decidiu oferecer a uma pessoa que use e aprecie. É importante escolher o destinatário certo. Não convém oferecer um conjunto de especiarias a alguém que simplesmente não cozinha.

Se o vai fazer em segredo, ou seja, se vai oferecer o presente como se o tivesse comprado, tenha os seguintes cuidados:

  • Assegure-se de que não há dedicatórias, cartões, iniciais gravadas ou qualquer marca pessoal no objeto em questão.
  • Ofereça o presente a alguém de um círculo social diferente, de forma a assegurar-se de que a pessoa lhe deu a si aquele presente nunca vai vê-lo na posse de outra pessoa sua conhecida. Se foi oferecido por uma prima do Porto, ofereça-o novamente a uma colega de Setúbal.
  • Este é óbvio: não ofereça presentes já usados. Não vale oferecer como novo um livro já lido. 
  • Não ofereça um presente feito pela pessoa que o ofereceu ou presentes de família (como um colar que já vem de duas gerações acima). Mesmo que não aprecie particularmente aquela toalha bordada que a avó lhe ofereceu, use-a numa ocasião especial, um jantar em família, por exemplo. Reserve a “reoferta” para artigos genéricos, como livros, CD’s, garrafas de vinho ou perfumes, por exemplo. 
  • Embrulhe o presente cuidadosamente. Guarde a caixa original daquele relógio que vai voltar a oferecer. Se estiver danificada, então deve comprar uma caixa nova e bonita e, se possível, na mesma loja. Evite oferecer um cachecol da loja X num saco de cartão da loja Y.

Trocar, devolver ou voltar a oferecer são as três opções focadas neste artigo. Mas existem ainda outras opções, entre as quais vender o artigo na internet, ou dá-lo para ser vendido num bazar solidário. Seja qual for o destino daquela prenda que não apreciou, tenha sempre todos os cuidados para garantir que não há hipótese de ferir a susceptibilidade da pessoa que lhe fez a oferta. 

Costuma dizer-se que de intenções está o inferno cheio. Neste caso, não se aplica. Quando alguém lhe oferece algo, significa que pensou em si, que quis agradar-lhe. Pode não ter acertado, porque o gosto é pessoal, mas fê-lo com boa intenção. E neste caso, a intenção também conta, e muito. Não precisa de mentir e dizer que adorou, mas agradeça, sempre.