Poupar

O orçamento ideal: como deve distribuir as categorias

2 min

Poderia haver uma receita perfeita sobre qual seria a melhor forma de cada um gastar o seu dinheiro, mas a verdade é que não existe.

O que existem são diretrizes e alguns princípios que, adaptados à realidade de cada pessoa e família, permitem que se possa chegar a um ponto de equilíbrio financeiro. Isto aplica-se também na percentagem do rendimento que deve destinar a cada uma das categorias.

No entanto, uma vez mais é preciso ter a noção que a estrutura dos orçamentos varia de família para família, de acordo com a sua realidade e necessidades (distância do emprego; necessidade ou não de ter um carro; de  etc.).

O livro “Tempos Complicados, Soluções Simples – Aprenda a gerir melhor o seu dinheiro”, da jornalista e especialista em finanças pessoais Bárbara Barroso, apresenta um modelo daquele que poderia ser denominado como um orçamento ideal. Mas, mais uma vez, a autora salienta o facto de serem valores indicativos e que cada família deve adaptar à sua realidade.

Através deste exemplo poderá ver como agrupar as categorias, sendo que a única que nunca deve mexer, a não ser para aumentar a percentagem, é a fatia destinada à poupança. Ou seja, do total do seu rendimento mensal, só dispõe de 90% para distribuir pelas diversas despesas, porque 10% ficaram destinados à poupança. 

Tendo em conta estes pontos, a autora apresenta como um orçamento ideal poderia ser distribuído: 

Habitação (35%): Prestação ou renda da casa e respectivos seguros; despesas água, luz, gás, Internet e telefone; condomínio e algumas reparações. 

Alimentação e despesas diárias (25%): Compras de supermercado, almoçar ou jantar fora; diversão e entretenimento; férias.

Transportes (15%): prestação do carro e respectivo seguro; combustível; parque de estacionamento; reparações com o automóvel ou mota; bilhete/passe social de transportes públicos. 

Outros empréstimos (15%): crédito pessoal; cartão de crédito; prestações de eletrodomésticos. 

Poupança (10%): montante que deverá colocar logo de parte no inicio de cada mês.  

Sublinhe-se ainda que, um ponto muito importante é que a soma das prestações de todos os créditos não devem ultrapassar 40% do rendimento. 

Depois de organizar o seu orçamento, poderá definir metas máximas de dinheiro que deverá gastar em cada categoria de acordo com estes princípios. Poderá utilizar uma folha de excel, um papel ou um programa de software de Gestão de Finanças Pessoais como o Boonzi.

O importante é que monitorize as suas finanças pessoais e procure encontrar um equilíbrio para o seu orçamento de modo a que consiga atingir os seus objetivos.