Poupar

Melhore as suas finanças. Não faça parte destas estatísticas

3 min

Escape às estatísticas. Pelo menos, escape às estatísticas em que não quer ficar incluído.

Muitas pessoas queixam-se que o dinheiro mal chega para suportar os encargos correntes. Poupar surge como um objetivo impossível de atingir. Mas esta situação nem sempre resulta do facto de os rendimentos serem baixos. 

Por vezes, basta fazer uma análise séria aos gastos para concluir que há correções a fazer. Permitem evitar despesas que não se justificam ou que podem ser mais reduzidas. No fundo, trata-se de escapar àquilo que dizem algumas estatísticas. Ora veja.

1. Tabaco sai caro. Cerca de 18% da população portuguesa tem o hábito de fumar. Portugal não está entre os países em que a percentagem de fumadores é das mais elevadas, mas quem se encontra naquele universo nem sempre tem noção de que não está a cuidar bem das finanças e da saúde.

Considerando o preço de cinco euros para um maço de cigarros e um fumador que consuma um maço por dia, isto significa que gastará, anualmente, 1.825 euros para satisfazer o vício. 

Qual é a solução? Deixe de fumar, pois claro. Far-lhe-á bem e o dinheiro que poupa pode permitir-lhe concretizar algum sonho.

2. Reforma? É daqui a tanto tempo. Os números são elucidativos. Calcula-se que apenas um quarto dos portugueses poupa a pensar na reforma, o que significa que a esmagadora maioria negligencia esta necessidade. É um problema grave.

O envelhecimento da população está a criar problemas de financiamento no sistema público que paga as pensões de reforma. Há cada vez menos pessoas a fazer descontos para sustentar as prestações de quem passa à reforma. Por este motivo, quem no futuro se aposentar terá uma pensão menor em relação ao último salário.

Qual é a solução? Comece a poupar antes que se veja forçado a continuar a trabalhar para preservar o seu padrão de vida.

3. Faça um orçamento. Perto de 72% dos portugueses afirmam planear as suas despesas, através da elaboração de um orçamento. Os números não são nada maus, mas há uma tendência para que esta percentagem baixe. 

Controlar os gastos, com disciplina, é mais fácil se tiver um documento em que pode ir avaliando o cumprimento dos tetos de despesa por categoria. Não vai querer desiludir-se a si próprio, nem aos restantes membros do agregado familiar. E. se perceber que pode melhorar o conforto financeiro, vai ter um incentivo extra para gerir de forma mais racional o seu dinheiro.

Qual é a solução? Faça um plano mensal. Elimine as despesas supérfluas e mantenha o rumo.

4. Construa um fundo de emergência. Não há estatísticas que permitam avaliar quantos portugueses têm um fundo de emergência. Mas, a avaliar pela reduzida taxa de poupança, a fatia em causa não deverá ser de grande dimensão.

O fundo de emergência é fundamental para lhe garantir seis meses de despesas correntes no caso de ter de se confrontar com uma perda de rendimentos inesperada ou por uma situação de doença. Se tiver dinheiro de lado, não terá de agravar a sua aflição perante alguma daquelas contrariedades que não acontecem apenas aos outros.

Qual é a solução? Com o dinheiro que lhe poderá sobrar, todos os meses, depois de avaliar e reestruturar os seus gastos, comece a constituir este fundo.

5. Use moderadamente o cartão de crédito. Um terço dos portugueses usa cartões de crédito. É uma ferramenta que dá muito jeito em inúmeras situações, mas que pode sair caro e potenciar situações de sobreendividamento.

As anuidades podem ser demasiado pesadas, até porque os serviços que estão associados ao cartão, como seguros, são usados raramente. Por vezes, até duplicam produtos que já estejam a ser subscritos pelos utilizadores. Depois, as taxas de juro são muito penalizadoras, caso a liquidação do saldo utilizado não seja feita a cem por cento.

Qual é a solução? Avalie a utilização que faz do cartão e decida se precisa mesmo dele. Em caso afirmativo, evite recorrer ao crédito que lhe está associado.