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Manual para DIY: quando (não) compensa fazer sozinho

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Compra o material, dedica-se ao projeto e, quando vai fazer as contas... será que valeu a pena? Descubra aqui as vantagens e desvantagens do Do It Yourself (DIY).

Os projetos “faça você mesmo” existem desde sempre, mas, ultimamente, parece ter havido um boom. Consegue encontrar ajuda para fazer quase tudo através da Internet, em textos e tutoriais, e isso parece tornar tudo fácil, acessível e, até, mais barato. Mas nem sempre compensa. Avalie os principais factores e decida se vale a pena dedicar-se ao DIY. 

Quando (provavelmente) não compensa

1. Os produtos da loja têm mais qualidade

Às vezes, fazer os seus próprios objetos permite, não só, poupar dinheiro como, até, fazer coisas de melhor qualidade. É, por exemplo, o caso da mobília. Se tiver jeito para trabalhar madeira pode fazer uma mesa de jantar. Compra uma base, as pernas e, com pouco mais, consegue fazer uma peça de qualidade e poupar bastante mais do que se comprasse numa loja. Mas há outras coisas que são um engano. Os fãs do Pinterest sabem que podem lá encontrar sugestões para fazer quase tudo. E não faltam receitas de DYI para detergentes e produtos de limpeza. Mas será que resultam? Muitos sugerem uma mistura de bicarbonato de sódio com vinagre, mas, na realidade, estes dois agentes funcionam muito bem em separado, mas, quando são misturados, anulam-se. Ou seja, na prática, esta mistura resulta em muita efervescência e pouca ou nenhuma limpeza. Portanto, mais vale ir ao supermercado e, por 2 ou 3 euros, compra um produto eficaz.

2. O material é mais caro do que comprar feito

Por altura do Carnaval ou do Halloween, muitos pais optam por comprar o material para fazer a máscara dos filhos. Gastam dinheiro em vários tecidos, fechos, botões, purpurinas, acessórios e investem tempo a fazer tudo isto. Mas será que vale a pena? Se tiver jeito para costurar, talvez compense. Mas o melhor é fazer as contas a tudo aquilo que vai ter de comprar e comparar com o preço do fato de Carnaval, nas lojas. Ou, então, opte por alugar. Até porque, no ano seguinte, provavelmente, os seus filhos vão querer mascarar-se de outro super-herói qualquer. 

3. Vai demorar demasiado tempo a fazer

Tempo é dinheiro. Toda a gente sabe disso. Por isso, deve ser um factor a ter em consideração. Até pode ficar mais barato comprar o material e fazer sozinho. Mas de quanto tempo vai precisar? Se, ainda por cima, trabalhar por conta própria ou tiver pouco tempo disponível para estar com a família e os amigos, será que vale a pena despendê-lo num projeto DIY? Pense, por exemplo, na festa de aniversário dos seus filhos. Para poupar dinheiro, resolve fazer a comida, o bolo, a decoração, os convites... e, se calhar, passa todos os serões, durante uma semana, a preparar tudo isto. No final das contas, poupou dinheiro. Mas quanto tempo sobrou para, realmente, estar com o seu filho?

4. Vai causar-lhe stress desnecessário

Os projetos DIY podem implicar bastante trabalho e tempo investido. Se vai, por exemplo, construir uma mobília ou decidiu pintar a sua casa toda, durante as férias, meça bem o esforço envolvido. Se faz uma boa gestão do seu dinheiro ou até poupou uma parte, por que não gastá-lo em algo que lhe faz falta ou vai dar-lhe prazer? Por vezes, o esforço envolvido é tanto que não compensa. Imagine que se lesiona a construir a mobília ou demora tanto tempo e fica tão cansado depois de pintar a casa que nem tem energia para mais nada? 

5. É algo que deve ser feito por um profissional

Há tarefas que só devem ser feitas por profissionais para não correr riscos desnecessários. É o caso, por exemplo, de trabalhos de eletricidade ou canalização mais complexos. Uma coisa é mudar um candeeiro ou desentupir um cano, outra completamente diferente é fazer uma nova instalação elétrica em sua casa ou reparar a canalização. Tenha atenção também que, às vezes, o barato sai caro. Contrate profissionais qualificados e tenha cuidado com os “faz-tudo” que não são credenciados para todos os tipos de trabalho. Uma aparente poupança imediata pode resultar num prejuízo no médio ou longo prazo. 

Quando compensa – mesmo - apostar no DIY

1. Poupa dinheiro

Apesar da mistura de bicarbonato de sódio com vinagre não ser eficiente, há alguns truques caseiros que podem funcionar perfeitamente como soluções de limpeza. É o caso do vinagre que, quando é utilizado isoladamente, é um poderoso desinfectante. Serve, por exemplo, para limpar os restos de sabonete da banheira, desinfectar a roupa, as máquinas de lavar roupa e loiça ou a máquina de café. 

2. Tem o material disponível e vai dar-lhe prazer

Se já tem uma máquina de costura, vários tipos de tecidos, fechos, botões e algum jeito para coser, então, talvez valha a pena dedicar-se a este projeto. Além disso, se tem tempo disponível e é algo que vai ocupá-lo, entretê-lo ou dar-lhe prazer a fazer, pode ser uma boa ideia.

3. Quer algo personalizado ou com significado especial

Imagine que, por exemplo, quer personalizar um babygro com o nome de um bebé ou fazer, à mão, as ofertas que vai dar aos convidados no dia do seu casamento. Se quer criar uma peça original, que não encontra nas lojas, ou personalizar um objecto para ter um significado especial talvez o tempo e o dinheiro investidos, valham a pena.  

Antes de se dedicar a uma empreitada de “faça você mesmo”, pese bem os prós e os contras e lembre-se que poupar dinheiro não é tudo.