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Homens vs Mulheres: descubra as diferenças quando vão às compras

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Homens e mulheres processam informação de forma diferente e isso reflete-se na hora de ir às compras. Uns mais rápidos, outros mais demorados. Uns mais seletivos, outros mais pragmáticos. Descubra as diferenças.

Os homens são de Marte, as mulheres são de Vénus – a expressão tornou-se célebre com o livro de John Gray. Na base da investigação do autor esteve a ideia de que “homens e mulheres diferem em todas as áreas da vida. Não só comunicam de forma diferente, mas pensam, sentem, percebem, reagem e precisam de coisas diferentes. Parecem de planetas diferentes”. Será que o mesmo se aplica na hora de ir às compras?

Segundo um estudo da Marktest, o “gosto por ir às compras” pode ser “uma questão de género”, com 19,7% das mulheres inquiridas a responder “concordo totalmente” contra apenas 9,5% dos homens.

Cada vez mais, as estratégias aplicadas às vendas incluem ferramentas como coaching e programação neurolinguística (PNL) de forma a irem ao encontro padrões de linguagem dos clientes. Por isso, muitas vezes, as marcas adaptam as campanhas, as mensagens publicitárias, o design dos produtos, a imagem das lojas e até o atendimento ao cliente em função do público-alvo.

O que os distingue?

O que distingue os homens das mulheres continua a ser um assunto polémico. Embora existam estudos que apontam diferenças entre a forma como cada um dos géneros processa a informação, é importante sublinhar que cada pessoa tem características únicas. No entanto, as generalizações em torno das características dos homens e das mulheres ajudam as marcas a definir os seus posicionamentos. Apontamos algumas diferenças referidas pela revista Scientific American:

  • Em média, o cérebro dos homens faz mais ligações entre a parte da frente (relacionada com a “ação”) e a de trás (relacionada com a “percepção”)

  • Em média, o cérebro das mulheres tem mais atividade entre o lado esquerdo (relacionado com o “pensamento lógico”) e o direito (relacionada com a “intuição”)

  • A maioria das mulheres poderá ter melhor intuição e fazer uma análise mais completa

  • A maioria dos homens poderá ter maiores capacidades motoras e melhor sentido de orientação

Ainda assim, este estudo sublinha que a mesma pessoa – seja homem ou mulher – poderá ter características e padrões de comportamento atribuídos a um ou outro género.

E quando vão às compras?

Tanto nos homens como nas mulheres, a decisão de compra é baseada mais em hábitos de consumo do que numa decisão racional. Ainda assim, existem estereótipos para ambos os géneros.

As mulheres:

  • São vistas como consumidoras mais sofisticadas, que demoram mais tempo a tomar uma decisão

  • São mais seletivas e procuram comprar um produto que corresponda a todas as suas exigências.

  • Têm tendência para ser consumidoras mais astutas, uma vez que investem mais tempo e energia a pesquisar e comprar produtos. Ao mesmo tempo, a ligação cerebral entre o hemisfério esquerdo e o direito faz com que sejam mais susceptíveis a apelos emocionais do que os homens.

  • Antecipam necessidades futuras de forma a fazerem as compras com antecedência (fazer as compras do supermercado para a semana; comprar uma prenda de aniversário antes da data, etc)

Os homens:

  • Fazem um processo de compra rápido: entram, por norma, já com uma ideia do que pretendem; agarram no produto, pagam e saem da loja.

  • Preferem pagar um pouco mais por um produto que seja funcional do que investir mais tempo à procura de outro

  • Por norma, vão às compras sozinhos, não comparam preços nem se preocupam se o artigo está em saldos

  • Compram perante uma necessidade imediata

A verdade é que por mais razões ou estereótipos que se apontem para justificar as decisões de compra, há opções que os estudos ainda não conseguem explicar. Porque é que compramos produtos que não nos fazem falta? Porque é que, muitas vezes, pagamos mais caro por um produto quando há outro idêntico mais barato? Porque é que compramos produtos dos quais não gostamos assim tanto? E nestas questões, até prova em contrário, não há certezas se é mais o que aproxima ou afasta os homens das mulheres.