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Crédito Pessoal: O que é e para que serve?

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Um carro, um eletrodoméstico, obras em casa ou uma formação têm sempre uma coisa em comum: investimento. E para necessidades tão diferentes, existem também créditos muito distintos. Mas não se preocupe, o Contas Connosco explica-lhe tudo o que precisa de saber sobre crédito pessoal.

Data de publicação 2021 M01 29

Ouve falar em taxas, montantes, simulações, encargos, amortizações… e começa a ter dores de cabeça? Um crédito pessoal pode ter muitas componentes e variantes, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. E pode ser um instrumento muito importante para conseguir fazer uma compra ou investimento que faz a diferença na sua vida. Explicamos-lhe de seguida como funciona e em que situações um crédito pessoal pode ser a escolha acertada.

O que é um crédito pessoal?

É um empréstimo que um banco ou uma instituição financeira devidamente autorizada lhe faz, que deve pagar mensalmente, num prazo e em condições previamente acordadas consigo. Está limitado a 75 mil euros pelo Banco de Portugal , distinguindo-se desde logo dos créditos à habitação ou empresariais. Pode ter várias finalidades, desde o carro novo ou usado que precisa de comprar; às obras de remodelação na sua casa ou um eletrodoméstico mais caro; sem esquecer a formação, o que pode ser um grande alívio para ajudar os seus filhos a tirar um curso superior.

Algumas dessas finalidades têm condições específicas que acabam por dar nome ao produto - crédito automóvel, crédito ao consumo, crédito para educação. Mas também é possível pedir um financiamento mais abrangente, onde cabem muitas necessidades imediatas ou sonhos à espera de ser realizados.

Repare que…

O crédito pessoal sem finalidade permite englobar utilizações totalmente diferentes, desde comprar um novo computador para a família, pagar um tratamento médico ou outra despesa, ou até investir num hobby.

Leva muito tempo a pagar?

Deve ser pago no prazo mais adequado. Ou seja, um crédito pessoal deve ser algo a que recorremos para fazer uma compra ou investimento necessário no imediato, mas que também não precisamos de muito tempo para pagar na totalidade. Para que a nossa vida financeira seja estável e que possamos até recorrer ao crédito noutras situações sem sobrecarregar o orçamento familiar. Se calhar está há meses a pensar comprar uma bicicleta elétrica para ir para o trabalho pelas novas ciclovias; ou então a cozinha precisa mesmo de eletrodomésticos novos, mas há sempre um imprevisto que faz descer as poupanças.

O crédito pessoal está limitado pelo Banco de Portugal a 84 mensalidades, 7 anos, com apenas algumas exceções. No entanto, isso não quer dizer que vamos pedir 500 euros e pagar em 7 anos ou pedir 50 mil euros e fazê-lo em 12 meses. A ideia é encontrar a mensalidade certa para o montante pedido, tendo em atenção a taxa de esforço de cada pessoa ou família. Um prazo curto implica mensalidades mais altas; um prazo longo representa mais custos com juros e outros encargos. O analista de crédito será a pessoa certa para ajudar a encontrar o plano de pagamentos mais adequado.

E como escolher a taxa?

É aqui que precisa de ter mais atenção na altura de escolher o crédito. Existem vários valores e percentagens e muitas vezes a taxa que parece inferior não é a melhor. Deve ter sempre em atenção se existem outros custos e comissões associadas, como as de processamento da mensalidade. Seja qual for o montante pedido, vão ser apresentadas a:

1- TAN (Taxa Anual Nominal), representa os juros cobrados pela instituição

2- TAEG (Taxa Anual Efetiva Global), aos juros acrescenta comissões, impostos

3- MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor), é a soma dos encargos ao valor pedido

Sabia que... 

A TAN, o juro que a instituição cobra pelo empréstimo, acaba por ser o menos importante? Deve concentrar-se na TAEG, que engloba todos os encargos. Também o MTIC ajuda a ‘fazer contas à vida’, pois este é o valor total que vai devolver à instituição.

Ou seja, se pedir 5 mil euros para remodelar a sala e lhe apresentarem mensalidades bastante diferentes em dois locais, veja a TAEG e o MTIC, para confirmar se os outros encargos não fazem a primeira escolha ser afinal a menos adequada. Quando faz uma simulação, o banco ou instituição entrega-lhe uma Ficha de Informação Normalizada (FIN). Esse documento apresenta todos os valores e taxas definitivos, sem surpresas ou valores escondidos, sendo o mais adequado para fazer uma comparação entre diferentes prestadores de crédito pessoal.

Saiba também que há limites máximos de TAEG definidos pelo Banco de Portugal para os vários tipos de créditos. No primeiro trimestre de 2021, para créditos destinados à educação, saúde ou energias renováveis, a TAEG máxima é 6,5%; para os créditos pessoais sem finalidade o limite é 13,3%. No segmento automóvel, os carros novos implicam uma TAEG máxima de 9,5%, que pode subir para 12% nos usados. Cartões de crédito e contas a descoberto são os produtos que representam mais encargos possíveis: até 15,6% de TAEG.

Pronto para avançar? Siga estes conselhos!

Já sabe do valor que precisa e como o vai usar? Escolha o tipo de crédito mais adaptado ao que pretende; pesquise bastante e faça várias simulações para encontrar a melhor mensalidade e prazo; e junte toda a documentação necessária para agilizar o financiamento. Em algumas instituições, como na Cofidis, não é preciso apresentar fiador, tornando o processo mais rápido e fácil. Em pouco tempo vai ver os móveis a entrar na sala ou o frigorífico e o fogão novos a funcionarem na cozinha.

E como na nossa vida tudo pode mudar, não se esqueça de que também pode alterar as condições do seu crédito pessoal no decorrer do contrato. Contacte a sua instituição para todas as dúvidas que possa ter e informe sempre com antecedência se pretender fazer uma amortização, uma opção que também tem sempre disponível.

Na altura de pedir um crédito, seja pessoal ou outro, não se esqueça de que a sua taxa de esforço é um dos fatores mais importantes, veja aqui como a calcular. E caso tenha já um ou mais empréstimos, um crédito consolidado pode ser a opção certa para si.