COVID-19

Covid-19: cuidado com estas burlas

4 min

Existem conteúdos - como mensagens ou e-mails - tão bem feitos que parecem reais. Mas não são. Preste atenção às burlas mais comuns em tempo de covid-19 e proteja-se.

Data de publicação 2020 M04 6

Algumas destas burlas já existiam, outros surgiram com a pandemia, apelando à solidariedade ou ingenuidade das “vítimas”. Veja quais as principais burlas que têm surgido nas últimas semanas e quais os cuidados a ter para se prevenir.

1) E-mail das Finanças

Se recebeu um e-mail do endereço “@portaldasfinancas.gov.pt”, tenha cuidado: é falso. O verdadeiro endereço da Autoridade Tributária (AT) é “@at.gov.pt“. Nos e-mails enviados, os piratas informáticos alegavam ser da AT e informavam o contribuinte que tinha pagamentos em falta. No final do e-mail surgia uma ligação, que reencaminhava para outro site. Segundo uma nota divulgada no site da AT, “estas mensagens são falsas e devem ser ignoradas” porque têm como objetivo “convencer o destinatário a aceder a páginas maliciosas carregando nos links sugeridos”. Como tal, “em caso algum deverá efetuar essa operação”

2) Concessão de crédito

Em alturas de crise, é natural que muitas famílias e empresas estejam à procura de ajuda para resolver as suas necessidades financeiras. Tenha cuidado: não confie em pessoas ou entidades que não conhece. Pode estar a lidar com fraudes. Tome nota destas duas:

  • Se for contactado ou receber um e-mail do endereço claudia1.kappeler@gmail.com
  • Interfin, que funciona através do endereço https://interfin.wixsite.com/interfin

Em duas notas divulgadas no site, o Banco de Portugal deixa o aviso: nenhuma destas entidades está habilitada ou tem autorização “para concessão de crédito, intermediação de crédito e prestação de serviços de consultoria relativamente a contratos de crédito”. Consulte as entidades autorizadas diretamente no site do Banco de Portugal ou no Portal do Cliente Bancário. 

3) Pedido de dados pessoais

Se receber uma campanha, por e-mail, SMS ou através das redes sociais, desconfie. Mesmo que pareça real e até utilize a imagem de entidades oficiais como a Organização Mundial de Saúde, a UNICEF, centros de investigação, laboratórios ou outros, o mais provável é ser fraude. Num comunicado conjunto, o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e a Polícia Judiciária alertaram para o aumento de phishing, ou seja, ataques que têm como objetivo “apanhar” os dados pessoais das vítimas, direcioná-las para outros sites maliciosos ou contaminar os telemóveis e computadores com vírus. Em caso de dúvida, não coloque os seus dados pessoais, não carregue em links e apague a mensagem.

4) Informação falsa ou com intuito malicioso

Existem cada vez mais notícias falsas muito semelhantes às verdadeiras e, numa altura de pandemia e crise, todo o cuidado é pouco. Tenha especial cuidado com sites, plataformas ou aplicações para o telemóvel que, supostamente, divulgam informação em tempo real sobre o coronavírus. O CNCS e a PJ fizeram um alerta, em particular, para a aplicação Covid-19 Tracker. Segundo o comunicado das duas entidades, trata-se de “um esquema de ramsomware”, ou seja, quando instala a aplicação, está a permitir a entrada de um software nocivo que vai bloquear o acesso ao seu próprio telemóvel e, para resolver o problema, é-lhe exigido o pagamento de um resgate em criptomoedas. Já sabe, não instale.

5) Pedidos de dinheiro

Seja porta à porta, por e-mail ou redes sociais não dê dinheiro nem ceda os dados dos seus cartões ou MB Way a outra pessoa ou entidade. É justamente por razões de segurança que estes códigos são pessoais e intransmissíveis. Se tiver conhecimento de alguma campanha de crowdfunding, através da Internet, para compra de material médico ou de proteção pessoal, desconfie. O alerta é da CNCS e da PJ.

6) Vacinas ou testes ao covid-19

Quando o tema é a pandemia de coronavírus, confie apenas nas fontes oficiais: Direção-Geral da Saúde (DGS), Serviço Nacional de Saúde (SNS) e Organização Mundial da Saúde (OMS). Se alguém lhe bater à porta a dizer para tomar uma vacina ou fazer um teste, não acredite, mesmo que se identifique como médico ou enfermeiro. É fraude. Os organismos oficiais não estão a desenvolver qualquer campanha neste sentido. O mesmo é válido se receber a mesma informação por SMS. Segundo a PJ, circulou uma mensagem de telemóvel que alegava que todos os portugueses iam ser vacinados, mas teriam de pagar primeiro para depois serem reembolsados pelo Governo. Não acredite. Apague a mensagem, não reenvie e alerte os seus familiares e amigos.

Para além destas burlas identificadas, podem existir outras que ainda não sejam do conhecimento das autoridades. Ative o seu sentido crítico, desconfie de pessoas e entidades que não conhece e não acredite em soluções milagrosas. Proteja-se a si e aos seus.

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