COVID-19

Comprar made in Portugal? Veja como e onde.

7 min

O apelo não é novo, mas com a crise provocada pela Covid-19 faz ainda mais sentido: compre produtos portugueses para ajudar a economia a recuperar. Veja aqui como pode dar o seu contributo.

Data de publicação 2020 M05 7

Ninguém sabe ao certo qual o impacto que a crise provocada pela pandemia de Covid-19 vai ter na economia portuguesa. Segundo a Comissão Europeia, a riqueza nacional deverá cair 6,8% em 2020 e a taxa de desemprego deverá atingir 9,7% . Já a OCDE estima que a economia portuguesa seja a 11ª mais prejudicada no conjunto de quase 50 analisadas. A verdade é que não é preciso ser economista nem fazer grandes contas para perceber que, durante o estado de emergência, o país parou. E, com ele, a economia. Ajudar na recuperação está nas mãos de todos nós. Empresas, associações e o próprio Governo têm apelado ao consumo de produtos portugueses e, se possível no atual contexto, a passar férias em Portugal. Veja como pode contribuir para ajudar o país - e a si próprio - nesta nova fase.

Porque é que devo consumir produtos portugueses?

Ao comprar produtos portugueses está a permitir que as empresas tenham mais receita, a ajudá-las a recuperar da crise e a manter ou, até, criar emprego. Se o dinheiro que gastar ficar em Portugal estará a beneficiar todos os portugueses, incluindo a si próprio. Para além disso, o facto de consumir produtos nacionais e não importados pode contribuir para diminuir a pegada ecológica, uma vez que não terão de vir de avião ou através de outros meios de transporte.

Como posso distinguir os produtos portugueses?

Muitos produtos e empresas estão identificados com o selo Portugal Sou Eu, uma iniciativa do Ministério da Economia que pretende valorizar a produção nacional e incentivar o crescimento económico. Quando for às compras, pode procurar esse selo ou, então, optar por ver o catálogo de produtos no site do programa. 

É a única forma de encontrar produtos portugueses?

Não. Algumas marcas ou empresas portuguesas poderão não estar registadas neste programa do Governo e serem, na mesma, uma forma de incentivar a economia nacional. Procure informar-se quando está a fazer uma compra, através da identificação do produto seja na caixa ou no rótulo.

Tome nota de alguns projetos - institucionais e não só - através dos quais pode ajudar a incentivar a economia portuguesa:

  • Portugal Sou Eu: tal como lhe dissemos mais acima, é um programa criado pelo Ministério da Economia que, no atual contexto de pandemia, incentiva ainda mais os portugueses a consumir produtos nacionais e as empresas a registarem-se para terem este selo de qualidade. “Ajude a reerguer as empresas que este vírus afetou. Escolha Portugal” é o mote que apela a todos para “comprar produtos nacionais”, “viajar por Portugal”, optar por “restaurantes nacionais” e “hotéis locais”. Seja consumidor ou empresa pode fazer parte deste movimento.
  • Portugal 2020: o Governo abriu novos concursos, no âmbito do Portugal 2020, com incentivos à produção nacional de bens e serviços no combate à Covid-19. Vão ser disponibilizados 69 milhões de euros para a produção de “equipamentos e dispositivos médicos, testes e equipamentos de proteção individual” no contexto da pandemia. Podem candidatar-se empresas e outras entidades de todo o território nacional com projetos que tenham começado a partir de 01 de fevereiro de 2020 e estejam concluídos no prazo de 6 meses. Segundo o comunicado divulgado, estes projetos poderão ter “uma taxa de apoio a fundo perdido entre os 80% e os 100% do valor dos custos elegíveis” e receber “um adiantamento automático de 50% do montante aprovado imediatamente após a assinatura do termo de aceitação”. As candidaturas já abriram e deverão ser apresentadas até 29 de maio, através de um formulário eletrónico, no Balcão 2020.
  • Alimente quem o Alimenta: é um projeto do Ministério da Agricultura em parceria com a Rede Rural Nacional, a Federação Minha Terra, Grupos de Ação Local e Municípios. Trata-se de uma plataforma onde os produtores  nacionais podem inscrever os seus produtos e cabazes disponíveis para venda e entrega e os consumidores podem pesquisar o que pretendem comprar ou consultar plataformas de comércio de proximidade e mercados.  Entre a listagem de produtos pode encontrar vinho, queijo, pão, ovos, mel, licores, fruta, flores, entre vários outros. Através deste projeto pode encontrar produtores mesmo ao lado da sua casa e, ao consumir os seus produtos, está a contribuir para a economia local e nacional.
  • Escolhe Portugal: é uma plataforma desenvolvida por “um grupo de portugueses unidos em prol do crescimento e suporte dos negócios locais” que pretende juntar a procura e a oferta. Ou seja, os produtores terão uma montra para divulgar os seus produtos e os consumidores poderão pesquisar os serviços disponíveis na sua localidade. Os pequenos empresários ou proprietários de negócios com sede em Portugal podem inscrever-se através de um formulário disponibilizado no site. A iniciativa é apoiada pela Associação de Empreendedores e Mentores e apela ao “povo português patriota, unido e solidário” para partilhar “o que mais gosta em Portugal” sejam lugares ou negócios. “Quem ama Portugal partilha esta ideia” é a assinatura deste projeto. 
  • #EuApoioaProduçãoNacional: é uma plataforma que tem como objetivo reunir num só sítio o acesso às lojas online de produtores nacionais, uma vez que “com as limitações impostas pelo Estado de Emergência, muitos dos produtores nacionais viram os seus principais canais de escoamento encerrados, lidando agora com o desafio de chegar novamente aos consumidores”. O objetivo é manter viva a cadeia de distribuição, para que as empresas possam cumprir com os seus compromissos e preservar os postos de trabalho. Esta iniciativa da Global Press surgiu no contexto da pandemia de Covid-19 e tem também um propósito solidário de apoio aos profissionais de saúde que estão na linha da frente de combate ao vírus. Cada produtor compromete-se a disponibilizar um produto solidário, em que 10% da venda reverte para os hospitais públicos. No site pode encontrar produtos categorizados em áreas como azeite, cerveja, chocolate, decoração , gin, licores, moda, produtos, utilitários ou vinho. Se for produtor nacional e quiser inscrever-se ou pedir mais informações, só tem de preencher um formulário online.
  • A Fábrica Portuguesa: é um mercado digital que reúne marcas 100% portuguesas. A ideia surgiu de duas empreendedoras: Rita de la Blétière, responsável pela Le Petit Chiffon e Inês Gil Fonte, com a Mada in Lisbon, ambas marcas de roupa e acessórios para crianças. Até ao momento a plataforma já reune cerca de 25 marcas entre moda infantil, calçado, joalharia, acessórios, etc. Poderá comprar através dos  respetivos sites ou páginas de Instagram. Nada de lançamento, a 1 de maio, realizaram uma campanha, através da qual, se fizesse compras não pagava portes de envio. Na página de Instagram, encontra também alguns sorteios de cabazes das principais marcas envolvidas no projeto.
  • A Vida Portuguesa: é uma marca que existe desde 2007 e que surgiu, através de Catarina Portas, com “a vontade de inventariar as marcas sobreviventes ao tempo, a intenção de revalorizar a qualidade da produção portuguesa manufacturada e o desejo de revelar Portugal de forma surpreendente”. Nas lojas  podemos encontrar marcas que, provavelmente, só vimos em casa dos avós e que, se calhar, até julgávamos terem desaparecido. Desde A Vida Portuguesa até Viúva Lamego, passando por nomes intemporais como Bordallo Pinheiro, Café A Brasileira, Chá Gorreana, Chocolates Regina, Dr. Bayard, Licor Beirão, Pasta Dentífrica Couto, Ténis Sanjo, entre vários outros. Nesta fase de pandemia, as lojas estão, temporariamente, encerradas, mas continua a poder comprar online.
  • Na Minha Comunidade: é um site que reune informação sobre o comércio local que faz entregas ao domicílio. Surgiu da iniciativa individual da fundadora Patrícia Rodrigues e procurou dar resposta a uma necessidade de muitos portugueses, no contexto da pandemia. No entanto, apesar deste projeto procurar divulgar e promover o comércio de proximidade, não especifica que os produtos tenham de ser exclusivamente portugueses, portanto, se a sua intenção for comprar o que é produzido em território nacional, aqui pode nem sempre ser o caso.

Tanto na comunicação social como através das redes sociais, têm também sido partilhados apelos para “Comprar o que é nosso”. Pense duas vezes antes de escolher os produtos que precisa de comprar, olhe com atenção para os rótulos e embalagens e faça uma escolha informada. Boas compras! 

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