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Como poupar nas despesas de veterinário

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Ter um animal de estimação pode ser uma felicidade mas também envolve despesas. Saiba como reduzir a fatura.

As vantagens de se ter animais de estimação são imensas. Trata-se de uma eficaz forma de combater o stress e de aumentar os níveis gerais de bem estar, sobretudo no plano psicológico e afetivo. Cuidar bem dos animais é uma tarefa que não depende apenas da vontade de os ver felizes e saudáveis, mas que envolve alguns custos, entre os quais aqueles que têm de ser suportados com as idas ao veterinário. Há alguns aspetos que não devem ser negligenciados quando se é dono de animais de estimação e que, além de proporcionarem boas condições de vida aos bichos, podem significar algumas poupanças.

1. Escolha uma boa alimentação. Tal como sucede com os seres humanos, uma boa qualidade de alimentação é meio caminho andado para assegurar a saúde dos animais. Por vezes, mais vale gastar um pouco mais nos alimentos do que, mais tarde, ter de sofrer encargos por causa de doenças relacionadas com um regime alimentar deficiente. Se tem dúvidas, pergunte ao veterinário, amigos ou vizinhos com experiência neste matéria quais os alimentos que melhor podem responder às exigências.

2. Compare preços. Os preços dos alimentos podem registar variações, dependendo do local em que são adquiridos. Regra geral, as grandes superfícies apresentam custos mais simpáticos para a carteira dos donos mas se os alimentos que pretende adquirir para o seu animal de estimação não estiverem disponíveis nas lojas com aquelas características, desloque-se a lojas especializadas e avalie os preços que são praticados. Uma pequena diferença em cada compra vai gerar, a prazo, uma poupança significativa. Não se esqueça de comprar a comida adaptada à idade do animal.

3. Exercício físico para prevenir doenças. Aqui está mais um aspeto que não apresenta grandes diferenças entre os animais e os seres humanos. Incentive os animais a fazer exercício físico, em vez de passarem os dias em completa inatividade. Brinque com eles, para que saltem e corram. Terão, seguramente, uma vida muito mais saudável e nem precisa de gastar dinheiro em brinquedos que, por vezes, acabam por ser ignorados. Uma simples bola de papel ode garantir horas de diversão. Faça você mesmo.

4. O tamanho conta. Um animal de maior porte vai implicar despesas mais elevadas do que outro de menores dimensões. Pondere este aspeto antes de tomar a decisão de compra ou adoção.

5. Comprar? Analise se vale a pena. Há inúmeras lojas que podem satisfazer a sua ambição de ter um animal com características específicas, nomeadamente no que que respeita à raça mas tem a certeza de que vale a pena gastar dinheiro a comprar um animal de estimação? As associações e centros de acolhimento de animais abandonados podem ser uma solução barata, mas igualmente feliz, se anda em busca de um animal. A adopção é gratuita e acontece que, muito frequentemente, são acompanhadas por alguns serviço a preços mais moderados do que aqueles que são praticados num consultório veterinário. Por exemplo, uma cirurgia de esterilização pode ser, até, oferecida em caso de adopção, assim como as vacinas recomendadas. É uma forma de agradecer o facto de se levar para casa um animal que parecia não ter esperança de encontrar um lar. Informe-se.

6. Consultas mais baratas. É claro que se assumir uma estratégia de prevenção pode antecipar potenciais problemas e evitá-los isto significa que deve fazer um check up regular ao seu animal de seis em seis meses. Mas isto não significa gastar mais dinheiro? Sim, porque uma consulta anual, pelo menos, num veterinário tem custos mas também é certo que pode ser uma via para detetar e combater problemas futuros e, evidentemente, despesas futuras. Organizações como a União Zoófila ou a Associação Midas proporcionam preços mais baixos, para sócios e não sócios. Consulte as condições praticadas e avalie se vale a pena optar por esta situação.

7. Cirurgia: as técnicas mais recentes compensam? Muitos donos de animais decidem esterilizar os animais e alguns confrontam-se com uma escolha: recorrer a uma cirurgia menos intrusiva e que deixa cicatrizes menos extensas, como sucede com a laparoscopia, ou decidir pelas técnicas tradicionais? Os métodos mais recentes são mais caros e nem sempre compensam, já que o essencial é que a cirurgia seja realizada com competência e sucesso. A prazo, só sobrará uma cicatriz a que ninguém, a começar pelo próprio animal, dará importância. 

8. Casa cuidada. Se partilha, ou vai partilhar, a sua casa com um animal de estimação, verifique se a sua habitação está preparada para o receber. Portas e janelas que se abrem de forma fácil podem constituir um perigo para animais curiosos mas também deve evitar situações como vedações deficientes. Além disto, mantenha medicamentos e produtos potencialmente tóxicos, como detergentes, longe do alcance dos animais para que escapem à tentação de os provar. Não se esqueça que os alimentos que são deliciosos para os seres humanos, nem sempre são ajustados às necessidades dos animais e podem provocar graves problemas no futuro. Guarde-os, também, fora do alcance dos animais.