Poupar

Como gerir as finanças pessoais com a subida dos preços?

5 min

Quando a inflação começa a subir, em pouco tempo chega a todas as despesas que entram no orçamento familiar. Descubra o que pode fazer para contrariar a perda de rendimentos.

Data de publicação 2022 M03 9

Do aumento dos combustíveis à alimentação, da subida do preço da energia à roupa e calçado, dos restaurantes aos cabeleireiros que ficam mais caros, ou mesmo o aumento da renda de casa. Quando os preços começam a subir, rapidamente abrangem cada parcela do orçamento familiar. E mesmo que individualmente essas subidas sejam pouco significativas, juntas podem desestabilizar profundamente as finanças pessoais, principalmente se os seus rendimentos continuam iguais. Veja estas dicas e estratégias - para diferentes tipos de orçamentos e necessidades - que podem ajudar a combater os efeitos da inflação na sua vida e continuar a poupar.

Desenhe um novo orçamento mensal

Se há preços a aumentar, é certo e sabido que o orçamento familiar está desatualizado. A dúvida é se deve refazê-lo antes ou depois do exercício de cortar despesas - para manter o saldo igual e ainda conseguir poupar, mesmo que seja menos. Quando há coisas imprescindíveis que já sabe que subiram e têm um peso grande nas suas finanças pessoais - como os combustíveis ou o aumento de renda da casa - o melhor é colocar essa informação logo no orçamento mensal e programar a diminuição de outros custos em função disso.

 Reduza as despesas fixas

Mesmo que já siga estratégias de consumo responsável para reduzir a conta de energia ou de água, tente identificar novas formas de baixar essa parcela - seja através de hábitos de consumo direto, seja através de investimentos que gerem esse retorno, como isolamento térmico ou eletrodomésticos mais eficientes. No caso da energia, e também das telecomunicações, também pode sondar o mercado em busca de uma promoção ou de uma empresa que lhe faça um contrato mais vantajoso. E nunca é demais lembrar os serviços de streaming, canais extra na box ou pacotes de dados móveis para o smartphone. Precisa mesmo de tudo isso?

Faça um melhor planeamento das compras

Seja no supermercado, nas mercearias ou no mercado, as compras de bens essenciais podem representar uma poupança maior do que muitas vezes pensamos. Ser necessário não significa que estamos dispostos a pagar qualquer valor por um artigo. Basta gerir bem as quantidades na despensa, não ‘afastar’ da lista de compras prevista, aproveitar promoções ou escolher uma marca diferente.

10 dicas para poupar no supermercado

  • Faça uma lista de compras exaustiva, para trazer tudo - e apenas - o que precisa;
  • Não vá ao supermercado com crianças, vão pedir tudo e mais alguma coisa;
  • Não faça compras antes de uma refeição, vai ter vontade de comprar mais comida;
  • Defina um valor que pretende gastar e vá calculando o total que tem no carrinho;
  • Vá ao supermercado com calma, para poder fazer comparações e encontrar melhores preços;
  • Esteja atento a promoções, principalmente de produtos que duram muito tempo e que pode comprar em maior quantidade;
  • Procure produtos com validade a acabar, pois o preço pode ser muito inferior ao normal;
  • Prefira os produtos de marca branca, muitas vezes com uma qualidade equivalente;
  • Tenha atenção ao preço por unidade ou kg, um produto pode parecer mais barato do que é;
  • Conheça bem os supermercados que visita, para não perder tempo e porque por vezes têm dias específicos de descontos.

Use uma linha de crédito

Por mais que nos esforcemos por manter as contas equilibradas, há alturas em que uma despesa inesperada, uma conta ou imposto anual baralham completamente o orçamento familiar. Podemos até ter algumas poupanças investidas a médio ou longo prazo, mas a mobilização antecipada tem custos, além de ficar sem essa reserva, pelo que não gostaríamos de mexer nesses fundos. É nesse contexto - em que o valor que falta para as contas baterem certo é relativamente baixo - que uma linha de crédito pode fazer toda a diferença.

Numa linha de crédito definimos um teto de financiamento, mas não temos de o atingir, podemos ir usando mais ou menos dinheiro conforme as necessidades. E vamos pagando em mensalidades baixas, que podem, no entanto, ser ajustadas em função da situação pessoal. Na Cofidis, além de não pagar comissão de abertura ou de mobilização antecipada (seja total ou parcial), pode voltar a utilizar o capital que já tiver amortizado. Imagine que tem uma linha de crédito de 1.000 euros (total de 50 mensalidades de 27€, com uma TAEG de 15,7% e TAN de 12,5%) e já abateu 270 euros. Se por acaso precisar de gastar mais - 400 euros para arranjar o carro, por exemplo -, pode recorrer ao valor já reposto, ou ainda subir o plafond da linha de crédito se for preciso, sem ter de assinar novo contrato.

Invista de forma a anular a inflação

Se tiver 10 mil euros no banco e ao final de 12 meses receber 50 euros de juros, está a ganhar dinheiro, certo? Na verdade não, está até a perder, se tiver em conta a inflação. Isto porque, em contexto de subida de preços o que pode comprar com esses 10 mil euros é menos do que podia há seis meses, e muito provavelmente daqui a outros seis essa quantia pode ser usada em menos coisas ainda. Portanto, mais do que aplicar as poupanças de forma a ficarem seguras, tem de garantir que crescem acima da inflação, ou pelo menos na mesma medida.

Com os juros bancários muito baixos, os depósitos a prazo pouco mais garantem do que o valor que lá colocar. Os certificados de aforro ou do tesouro remuneram um pouco mais, mas para os prazos envolvidos é uma ninharia na mesma. O melhor mesmo, caso tenha essa capacidade, é subir um pouco o nível de risco e aplicar dinheiro em produtos cujo capital não está garantido, mas cujo retorno é normalmente maior. Para salvaguardar essas poupanças e as finanças pessoais em geral, o recomendável é investir em vários produtos, na lógica de não pôr os ovos todos na mesma cesta. Commodities como produtos agrícolas, ouro e outros metais preciosos ou matérias-primas essenciais são investimentos que normalmente compensam em tempos de inflação.

A subida generalizada dos preços assusta, desde logo quando vamos à bomba e notamos o aumento dos combustíveis. No entanto, enquanto teste sério à nossa resiliência, ultrapassar um período de inflação sem grandes alterações ao nosso estilo de vida deixa-nos mais confiantes para gerir as finanças pessoais, para gastar ou investir sem receios.

 

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