Poupar

Cinco regras para investir melhor e precaver o seu futuro

2 min

Investir o seu dinheiro não tem de ser complicado, mas há algumas ideias que deve respeitar sempre. Apresentamos-lhe cinco regras cruciais para o sucesso das suas aplicações.

Data de publicação 2014 M09 23

1. É obrigatório poupar
Para pôr o dinheiro a crescer, primeiro é preciso ter esse dinheiro, por muito pouco que seja. Embora os investimentos possam gerar muitos ganhos, especialmente no longo prazo, é essencial começar pela poupança. Se o trabalho é a principal fonte de rendimentos, então deve apontar uma meta ambiciosa para a poupança. Regra geral, dirigir 10% dos vencimentos para a poupança é um bom princípio.
Uma família que guarde 10% dos seus 1.250 euros de rendimentos líquidos mensais conseguirá acumular 45 mil euros ao fim de 30 anos de trabalho. Se conseguir capitalizar a poupança a uma taxa anual de 5%, então o seu pé de meia ultrapassará os 100 mil euros.

2. Prepare-se para as emergências
Antes de decidir os melhores investimentos, pare para se preparar para o imprevisto. Crie um fundo de emergência equivalente a cerca de cinco meses de despesas fixas. Assim, em caso de emergência, como desemprego ou doença grave, terá o suficiente para sobreviver durante esse período. Esta é a única maneira de evitar mexer nas suas aplicações de médio e de longo prazo antes do previsto. O capital do fundo de emergência deve ficar parqueado em aplicações de baixo risco, como depósitos a prazo e Certificados de Aforro.

3. Invista para o longo prazo
Quanto mais longo for o seu prazo de aforro, mais pode arriscar (porque tem mais tempo para recuperar perdas pontuais) e, teoricamente, mais pode ganhar. Na prática, a teoria confirma-se. Por exemplo, num estudo recente, um conjunto de académicos portugueses mostraram que as ações nacionais, vistas tradicionalmente como mais arriscadas, renderam muito acima das obrigações. Enquanto a rentabilidade anual das ações foi de 3,7% acima da inflação entre 1900 e 2013, as Obrigações do Tesouro renderam 0,6%. Os Bilhetes do Tesouro, título de dívida pública de curto prazo, avançaram menos do que a inflação.

4. Conheça-se a si próprio
Apesar de as ações serem os ativos financeiros que mais ganham no longo prazo, nem sempre são indicados para os aforradores. Nem todos suportam os altos e os baixos da bolsa. Antes de investir, descubra se tem estômago para aplicações de maior risco. Antes de se lançar de cabeça, talvez seja

boa ideia entrar progressivamente no mercado.

5. Não ponha os ovos no mesmo cesto
Esta é uma regra de vida que também é aplicável aos investimentos. Evite concentrar o seu património em poucos instrumentos financeiros ou em escassos tipos de aplicações. Diversifique: depósitos a prazo, Certificados de Aforro e do Tesouro, seguros de capitalização, planos de poupança-reforma, fundos de investimento, obrigações e ações. Há muito por onde escolher.

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