Trabalho e carreira

Burnout: 7 sinais de alerta

2 min

Conheça os sinais de alarme da Síndrome de Burnout

Data de publicação 2019 M08 8

O burnout não é um problema dos dias de hoje. Já em 1974 se falava em burnout. Uma das primeiras menções conhecidas terá sido a do psicólogo Hebert Freudenberger que reconheceu, em 1974, o problema do esgotamento profissional. Depois, somaram-se definições, que foram mudando ao longo do tempo. Primeiro, com Maslach & Jackson, o burnout é referenciado como exaustão emocional, despersonalização e perda de realização pessoal que ocorre em profissionais de ajuda. Mas o burnout ultrapassou os profissionais de ajuda e afeta profissionais de todas as áreas, de uma forma transversal, o que levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a incluir a Síndrome de Burnout na lista das doenças relacionadas com os problemas associados ao emprego ou desemprego. 

De acordo com a OMS, o burnout tem três características: sentimentos de exaustão, distanciamento mental do trabalho e pior desempenho no trabalho. 

Estudos recentes indicam que 1 em cada 5 trabalhadores são afetados pelo burnout.
Se sente uma exaustão física e emocional, uma sensação de sobrecarga e desgaste, em que o trabalho lhe parece penoso e doloroso, então pode ter aí um alerta de que algo não está bem.

Para o ajudar a despistar uma potencial situação de esgotamento profissional, deixamos sete sinais, indicados pelos profissionais de saúde, como um alerta em como pode estar a entrar numa situação de burnout

7 sinais de alerta:

Problemas físicos: sensação de falta de ar, tonturas, enxaquecas, fadiga profunda e crónica, alterações do sono e do apetite, tensão alta, taquicardia.

  1. Problemas emocionais: apatia, tédio, tristeza, frustração, raiva/revolta, tédio, irritabilidade, ansiedade, depressão, baixa autoestima, despersonalização.
  2. Problemas cognitivos: falta de concentração e atenção, lentidão nas tarefas, confusão, pensamentos persistentes sobre o trabalho.
  3. Problemas comportamentais: comunicação impessoal, impulsividade, reatividade, agressividade, abuso do consumo de substâncias como o tabaco, álcool, drogas, medicação e automedicação.
  4. Problemas sociais: isolamento, relações mais distantes, com menos envolvimento e empatia, problemas de relacionamento familiar e menor convívio com amigos.
  5. Problemas existenciais: conflitos de valores e crenças, sentimentos de raiva e revolta com a vida pessoal, que levam à necessidade de repensar as prioridades.
  6. Problemas laborais: atrasos, baixas médicas, mais erros no trabalho, falta de realização profissional, vontade de desistir do trabalho.

Se pensa que pode estar a entrar no estado de burnout, não perca tempo e consulte um especialista. Lembre-se: o burnout não é um estado, é uma doença psicológica que tem impactos a nível físico e psicológico. Proteja-se. 

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