Crédito

7 conceitos para não deixar escapar o melhor cartão de crédito

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Para escolher o crédito mais vantajoso para si, há conceitos que precisa de dominar. Neste artigo, descomplicamos 7 termos com que vai cruzar-se sempre que se fala de crédito.

Cartões de crédito, há muitos. Numa pesquisa rápida no comparador de comissões do Banco de Portugal é possível encontrar mais de 90 cartões de crédito de várias instituições financeiras.

E, dentro desta oferta, há cartões para todo o tipo de pessoas e objetivos. Qual é o seu?

Para quê um cartão de crédito? Há cartões adequados para quem usa numa situação pontual, numa despesa extra ou imprevisto. Há cartões mais vantajosos para quem usa o cartão de crédito com a regularidade com que se usa um cartão de débito. E – entre tantas outras motivações – há quem prefira um cartão premium, com vantagens associadas como seguros, milhas e outros. O seu objetivo e a forma como vai usar o cartão de crédito podem ser boas pistas para o cartão ideal para si.

Conceitos que deve dominar:

1. Juros Tal como num empréstimo normal, os juros são o preço que o consumidor tem de pagar por utilizar dinheiro a crédito. A sigla que traduz os juros é a TAEG – Taxa Anual Efetiva Global - e é a taxa que deve considerar para comparar cartões de crédito. Existe uma taxa máxima que é limitada pelo Banco de Portugal e que para este trimestre é 15,3%. Com esta informação, a lógica é simples: quanto mais baixa for a taxa, menos juros paga pelo plafond que utiliza.Dica: Se o seu objetivo for usar apenas o período de crédito gratuito (entre 20 a 50 dias) e liquidar mensalmente a dívida a 100%, a TAEG não importa, já que não vai incorrer no pagamento de juros.

2. Anuidade

Trata-se do custo anual para ter o cartão de crédito. Há cartões sem anuidade, considerados gratuitos. Há cartões que oferecem a primeira anuidade. Há cartões gratuitos com algumas condições associadas como: utilização mensal superior a um determinado valor ou subscrição de produtos. E a maior parte dos cartões tem anuidades a começar nos 10 euros. Idealmente os consumidores preferem um cartão gratuito, mas as decisões não são assim tão lineares e é aqui que tem de entrar o seu poder de análise e de comparação.

Dica: Um cartão gratuito pode não ser o cartão de que precisa. Um cartão com anuidade, por norma oferece mais vantagens, descontos, milhas, seguros e – se usar estas vantagens – até pode ser um melhor negócio do que um cartão gratuito.  

3. Plafond e Revolving Todos os cartões têm um plafond, que é o limite de crédito que a instituição financeira autorizou o cliente a utilizar. Importa dizer que não se trata de um valor estático e resulta do valor pretendido pelo cliente e pela análise que o banco faz à situação financeira de cada um. O crédito concedido considera-se crédito revolving – renovável – já que à medida que o cliente vai pagando os valores utilizados, o plafond vai ficando libertado para novas utilizações.

Dica: Precisa de 3.000 euros de plafond, mas o banco só lhe concede 2.000 euros? Tente uma renegociação ou reavaliação da situação alguns meses depois.

4. Cash advance É uma funcionalidade que permite retirar dinheiro do plafond disponível do cartão de crédito diretamente para a conta à ordem. Se por qualquer motivo precisar de um adiantamento de dinheiro, esta pode ser uma solução rápida, mas atenção, não é isenta de custos.

O comparador do Banco de Portugal mostra, tendo por base um levantamento a crédito de 200€ num ATM, que não há nenhum cartão cuja comissão de cash advance seja inferior a 10 euros.   

5. Cashback O termo inglês não significa mais do que uma devolução de dinheiro. Trata-se de usar o cartão de crédito e reaver uma parte do dinheiro que gastou com as compras que fez. Note que nem sempre a devolução é em dinheiro. Pode ser em voucher ou em pontos. Os cartões de crédito com esta vantagem, costumam oferecer taxas de cashback entre 1% e 3%, com, ou sem, limite máximo de devolução anual e podem limitar as compras a determinadas lojas, grupos ou serviços. Um exemplo. Se o cartão tiver um cashback de 1%, faz as suas compras e paga o preço normal, mas quando pagar a conta do cartão de crédito, mensalmente, em vez de liquidar 100% só tem de pagar 99%.

Dica: O cashback pode ser um bom negócio se usar bastante o cartão de crédito, tendo sempre em mente de que terá de liquidar a dívida a 100% ao fim do mês, para nunca ter de pagar juros. 

6. Seguros Os dias de hoje exigem mais precaução relativamente a situações que – infelizmente - não são tão raras quanto isso. A oferta de seguros distingue os cartões mais simples dos premium, mas isso pode fazer toda a diferença. Há seguros de viagem e assistência em viagem; seguro de bilheiteira, proteção ao crédito; proteção às compras; roubo após levantamento em ATM; proteção em caso de perda, roubo ou extravio; apropriação abusiva do cartão; mecanismo antifraude para deteção de movimentos fora do normal. Há inclusive cartões que cobrem as despesas de comunicação do roubo do cartão, que indemnizam o cliente pelo custo de substituição do cartão ou ainda que adiantam o dinheiro ao cliente – até ao limite do plafond.

7. 3D secure

É um serviço gratuito que permite realizar pagamentos online com mais segurança, através da autenticação do titular do cartão e a confirmação de que o pagamento está a ser feito por ele. Ter esta tecnologia é uma vantagem que deve conferir, já que protege o cartão de utilizações fraudulentas e permite o envio de um código numérico de utilização única para o telemóvel, sem haver necessidade de memorizar outras senhas. A SIBS garante: pode sentir-se três vezes mais seguro.

Lembre-se: não há o melhor cartão de crédito. O que existe é o cartão mais adequado para a sua situação particular, seja o básico ou o premium.