Crédito

5 passos para avaliar o risco de sobre-endividamento

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Quando as contas começam a acumular e o dinheiro começa a faltar no fim do mês, é difícil não perder o controlo do orçamento e começar a ter dificuldades para pagar as despesas do dia-a-dia.

Este é apenas um dos sinais de que pode estar numa situação de risco de incumprimento e, consequentemente, poder vir a entrar em sobre-endividamento, um problema que cada vez mais portugueses sentem. O pior que pode fazer é ignorar o problema. Deve estar sempre atento aos sinais de que poderá estar a acumular demasiadas dívidas:

  • Taxa de esforço acima dos 40% – Se a sua taxa de esforço (que não é mais do que o peso da totalidade dos seus créditos no orçamento) ultrapassa este valor, é sinal que está numa situação de risco.  
  • Usar créditos para pagar outros créditos – O efeito “bola de neve” que isto pode causar é muito perigoso. É que, se por um lado pode parecer que está a aliviar as suas despesas, na realidade está a criar uma situação de maior risco, sobretudo no caso de acontecer um imprevisto. Antes de pedir um empréstimo para pagar outro, pondere bem esta decisão.  
  • Alternar o pagamento de créditos – Quando começa a pagar um crédito num mês e outro no mês a seguir, é sinal que está com créditos a mais. Deve sempre poder pagar todas as suas prestações em cada mês.  
  • Atrasos nos pagamentos regulares – Se está a ter dificuldades em pagar contas que sempre conseguiu pagar a pronto, é altura de controlar as suas despesas e iniciar um plano de desendividamento. Isto significa que tem de reduzir o peso dos seus empréstimos no orçamento.  
  • Discussões familiares sobre dinheiro – Nunca devemos ignorar o quanto estas situações podem afetar uma família. Quando a gestão do dinheiro começa a ser um motivo de discussão frequente na sua família, pode ser um sinal de que está a entrar numa zona de risco de sobre-endividamento.

Como evitar o sobre-endividamento

Uma das decisões mais importante numa situação de sobre-endividamento é não entrar em pânico. Existem muitas formas de controlar o orçamento familiar e de evitar o perigo de não conseguir pagar as suas contas. Deixamos-lhe aqui alguns exemplos:

  • Poupar para um fundo de emergência – Nunca se sabe quando vai surgir uma grande despesa médica ou qualquer outro gasto inesperado. Ter um fundo de emergência permite resolver esse problema com calma, sem ter de recorrer logo a créditos. É muito importante guardar sempre algum dinheiro de lado em cada ordenado. O ideal é guardar no mínimo 10% do seu salário, mas qualquer poupança é boa.  
  • Agir rapidamente – Caso se veja numa situação inesperada (como redução de salário ou mesmo desemprego), mantenha a calma e pense logo numa solução. Quanto mais rápido perceber que tem um problema e começar a fazer as contas para o resolver, melhor.  
  • Planear todas as despesas – Um dos piores erros que se pode cometer é planear apenas as grandes compras. Tem de ser cuidadoso com todas as despesas, pequenas ou grandes. Muito dinheiro é mal gasto em “pechinchas” que nunca são usadas. Uma boa forma de manter as suas despesas controladas é usar ferramentas como a aplicação de gestão de finanças pessoais Boonzi.   
  • Envolver a família nas decisões – Desde os pais aos filhos, é importante envolver toda a família nas decisões financeiras. Quanto todos são responsáveis pela gestão do dinheiro é mais fácil enfrentar qualquer problema.  
  • Não ter vergonha de pedir ajuda – Por mais que tenhamos cuidado a fazer as nossas contas, vamos sempre cometer erros. Quando isso acontece, não deve ter vergonha de pedir ajuda a instituições como o Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado, da DECO ou à própria instituição de crédito

 

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