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5 instituições portuguesas para ajudar no dia internacional da caridade

3 min

Trabalham com populações vulneráveis e desenvolvem projetos criativos. Vale a pena conhecer o trabalho destas cinco instituições e apoiá-las.

Data de publicação 2021 M09 6

Ser solidário pode ser mais do que fazer um donativo em dinheiro. Pode ser comprar uma loiça nova e artesanal, um cabaz de frescos ou até ir jantar fora. No dia internacional da caridade, não estranhe estas formas criativas de solidariedade social. Conheça o trabalho de cinco associações e IPSS portuguesas que pode ajudar, mas saiba que há muitas para ajudar explore

Acreditar (https://www.acreditar.org.pt/pt)

 21 722 11 50 / acreditar@acreditar.pt

Quando uma criança tem cancro, não é só esta doença que precisa ser tratada. Há que dar apoio a toda a família neste momento de incerteza. É por isso que esta é a Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro. Existe desde 1994 e tem feito trabalho pela garantia dos direitos dos doentes oncológicos em Portugal: desde o acolhimento e suporte emocional, social e psicológico, à promoção da escolaridade e do apoio em casa e no hospital, a ACREDITAR é a referência no suporte às famílias e aos doentes de cancro pediátrico.

APAC Portugal (https://www.apac-portugal.pt)

910 908 365 / geral@apac-portugal.pt

Embora não haja dados para a reincidência em Portugal, a APAC estima que sete em cada dez ex-reclusos voltem a cometer crimes. O seu objetivo é mudar este número através da reinserção social. Um dos seus últimos projetos em que trabalham reclusos e ex-reclusos chama-se Reshape, é uma marca de loiça feita artesanalmente e vende-se online. Além deste trabalho, a APAC é também uma fonte de informação sobre o sistema prisional português e quer desencadear discussões sobre o seu funcionamento. Basta entrar no seu site e ler mais sobre o tema.

BIPP — Inclusão para a Deficiência (https://semear.pt)

geral@bipp.pt

Quando um grupo de pais de crianças com deficiência criou esta associação, em 2005, chamou-lhe Banco de Informação de Pais para Pais (BIPP) e fazia circular informação sobre os recursos disponíveis no país, para apoiar famílias de pessoas com deficiência. A história da associação foi evoluindo e, hoje, tem como grande missão criar projetos sustentáveis de inclusão de pessoas com deficiência. Um deles tem o nome SEMEAR e é uma mercearia online de produtos feitos pela associação; outro é uma produção hortícola em que jovens adultos com deficiência organizam cabazes de frescos, vendidos também no site da associação.

Chapitô (https://chapito.org)

21 885 55 50 / mail@chapito.org

A arte pode ser o caminho da inclusão e da formação. Foi com esta ideia que Teresa Ricou fundou, nos anos 80, muito mais do que uma escola de circo. O Chapitô é hoje uma IPSS com uma casa de acolhimento para jovens em situação de vulnerabilidade, um centro de apoio com atividades para crianças em situações de emergência social, um ATL com aulas de expressão dramática e artística e artes circenses. O seu lado mais conhecido é a Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo (EPAOE): a única escola de artes circenses em Portuga, onde se encontram caminhos para o futuro — sejam eles ou não no circo e no teatro.

Crescer (https://crescer.org)

213 620 192 / info@crescer.org

Desde 2001 que a Crescer apoia pessoas em situação de vulnerabilidade. Isto significa uma especial atenção à população em situação de sem abrigo, pobreza extrema ou refugiados. Esta associação sediada em Lisboa materializa ideias que querem dar valências e um caminho a quem não o encontra sozinho. Um dos mais recentes exemplos é o projeto de emprego acompanhado É Um Restaurante. Neste restaurante quem cozinha e faz o serviço de sala são pessoas em situação sem abrigo, depois de alguns meses de formação na área.

Além do apoio financeiro, muitas destas e outras associações querem despertar uma discussão alargada com a sociedade civil. Ler sobre o sistema prisional português, os direitos dos doentes oncológicos ou das pessoas com deficiência, tentar mudar as limitações que vivem e até fazer voluntariado são também formas de os apoiar.